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Manaus
LAZER ILEGAL

Adolescentes invadem caixa d'água na Praça 14 e fazem local de 'piscinão' para orgias

Reservatório fica no Conjunto Mestre Chico II, na Zona Sul. Segundo moradores, população é ameaçada pelos invasores. Secretaria diz que ações já foram tomadas em relação à segurança, no entanto, não tiveram sucesso 13/09/2016 às 09:52
Show caixa dagua
Uma das medidas para conter a invasão foi colocar um pitbull de vigia (Foto: Aguilar Abecassis)
Alik Menezes Manaus (AM)

Moradores do Conjunto Habitacional Mestre Chico II, localizado entre as ruas Ramos Ferreira e Leonardo Malcher, na Praça 14, Zona Sul, denunciam que um grupo de adolescentes transformou a caixa d’água, que abastece a comunidade, em uma piscina para diversão todos os dias da semana.

Segundo eles, muitos dos frequentadores do “piscinão elevado” usam drogas e fazem sexo no entorno e dentro do reservatório. Uma moradora, que pediu para não ter o nome divulgado por temer represálias, os adolescentes não se intimidam e ainda ameaçam os moradores que tentam advertí-los sobre a brincadeira inconveniente. “A gente fica de mãos atadas porque eles ameçam a gente”, contou a moradora.

Outro morador, que também pediu para não ser identificado, diz que a ousadia dos adolescentes é tanta que eles não fazem questão de agirem escondidos e deixam um rastro de sujeira todos os dias na área. “Todos os dias a gente junta embalagem de preservativos, bitucas de cigarro e até restos de cigarro de maconha. Está insustentável essa situação”, contou.

O morador disse que a maior preocupação é em relação a saúde da família e principalmente do filho de quatro anos porque a água que eles estão usando para lavar a roupa e tomar banho é uma água suja. “Ninguém sabe como está essa água, mas com certeza está muito contaminada. Eles tomam banho lá dentro, devem mijar, devem deixar até os preservativos usados lá dentro porque a gente nunca achou nenhum aqui por baixo”, disse.

Outra preocupação dos moradores é o desperdício de água. Isso porque a caixa de água enche e fica transbordando por vários dias. Segundo moradores a Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Manaus não toma providências. “Eles sabem que está tendo desperdício de água, sabem das festas desses deliquentes na caixa de água, mas não fazem nada. Aqui nesse escritório eles dizem que estão sabendo, mas que não podem fazer nada. Quem que paga o prejuízo dessa água toda sendo jorrada todos os dias?”, pondera o morador.

Essa etapa do Prosamim foi inaugurada no dia 28 de março, mas as casas estão sendo entregues aos poucos. Até o momento 24 famílias moram no local. O conjunto tem 180 apartamentos que devem abrigar até 900 famílias que antes moravam no entorno dos igarapés do Educandos e São Raimundo.

Numa tentativa de impedir a entrada dos adolescentes, um pit bull foi colocado, ninguem sabe por quem na área restrita da caixa d’água.

Contaminação real

Dependendo do nível de contaminação da água os moradores correm riscos. Segundo o médico Wilderi Sidney Guimarães, as pessoas que usarem a água podem ter intoxicação alimentar e até algum tipo de dermatite. “O risco de contaminação é grande dependendo de como está essa água. Pode haver casos de intoxicação, alergias na pele, diarreia e vomitos”, explicou.

Medidas da SDRM foram ineficientes

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana informou que para solucionar os problemas várias ações foram realizadas, como troca de cadeados e parceria com a polícia. Sobre a qualidade da água e o desperdício, a SDRM se limitou a dizer que “a Manaus Ambiental atua como parceira, inclusive porque os moradores já pagam pelo abastecimento a referida Concessionária”. A Manaus Ambiental não atendeu as ligações de A CRÍTICA.

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