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Adolpho Lisboa vira um oásis de limpeza em meio à tradicional sujeira do Centro

Em meio à sujeira da Manaus Moderna, obra entregue na quarta-feira é exemplo de boa educação. No local não se vê lixo descartado no chão 26/10/2013 às 12:36
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O piso estava brilhando, mas para o jornalista José Ferreira Cruz Filho faltou rampa de cadeirante
Steffanie Schmidt ---

Mesmo gerando 10 toneladas de lixo por dia - isso porque nãoestá com o funcionamento a pleno vapor - o mercado municipal Adolpho Lisboa é um oásis de limpeza em meio à tradicional sujeira do Centro. No local não se vê lixo descartado no chão. Pelo contrário, população e permissionários cumprem à risca as regras da boa educação.

“Acho que pode ser um exemplo pro resto da cidade porque onde está limpo, ninguém tem coragem de sujar”, afirmou a agente de limpeza Ranide Souza Ribeiro, 23. Ela e a colega Francimar Lima Marques, 41, trabalham no turno da tarde na limpeza do mercadão. “Aqui dentro é diferente, a gente só mantém o ambiente limpo. Lá fora, a gente varre de tudo”, disse Marques.

De acordo com a apontadora dos agentes, Jéssica Saldanha, várias equipes se revezam desde as primeiras horas da manhã até as 20h no recolhimento do lixo dos boxes. Eles são levados para os contêineres de lixo que ficam em balsas na Manaus Moderna. “São pelo menos 20 equipes trabalhando”, disse.

Um contentor de lixo deverá ser instalado nos próximos dias na parte de trás de mercado. De acordo com o subcoordenador de Meio Ambiente da Secretaria Municipal do Centro (Semc), Fábio Lima, será instalado um gradil comportão e acesso liberado somente para os administradores do local.

“Serão lixeiras com tampa, para evitar que a população revire o lixo. É incrível, mas acontece: onde você instala um coletor, as pessoas descartam tudo, reviram e acabamos perdendo o controle. Queremos evitar que toda a Manaus Moderna venha descartar resíduos aqui”, disse.

O contentor será colocado ao lado da Estação de Tratamentode Esgoto que processa 90% dos resíduos gerados pelo mercado municipal recém-inaugurado. “Cada pia do setor de peixe e do setor de carne tem umcoletor que joga pra ETE”, afirmou Fábio Lima.

Além disso, segundo ele, umacâmara fria será instalada também próximo à ETE para abrigar os resíduos desses setores. “Vamos congelar o lixo. Os resíduos dos peixeiros e dos açougueiros não vão gerar chorume. Um carro coletor vai levá-los até a câmara fria”.

Também para os próximos dias uma rampa de acesso a cadeirantes deverá ser instalada entre o pavilhão de artesanato e o setor de peixaria. Ontem, o jornalista José Ferreira Cruz Filho se viu barrado por degraus. “Tem acesso para entrar, mas não para mudar de pavilhão, tenho que dar a volta pela frente”, lamentou.


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