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Manaus
MORTA PELO NAMORADO

Advogada foi morta por se negar a participar de assalto à casa de milionário, diz promotor

Mara Inês Ribeiro Lima foi assassinada no dia 3 de agosto do ano passado na estrada da Praia Dourada 04/09/2017 às 21:58 - Atualizado em 04/09/2017 às 22:05
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Corpo da mulher foi encontrado em um matagal na região da Praia Dourada, no Tarumã. Foto: Divulgação - 03/ago/2016
acritica.com Manaus (AM)

A advogada criminalista Mara Inês Ribeiro Lima foi assassinada pelo namorado, Weliton Barroso Miranda, o “Pastel”, por ter se recusado a participar de um esquema para assaltar a casa de um milionário asiático, morador da Zona Leste, e ainda o ameaçou de entregá-lo à polícia, de acordo com denúncia oferecida pelo promotor de Justiça Rogério Marques Santana.

Além de Weliton, o promotor denunciou ainda Leonardo Elias Nahmias de Oliveira,  Luciclaudio Souza Silva, o “Cláudio”, Jucicléia Ramos Miranda, Elizandra de Souza Alexandre Barbosa, a “Bárbara” por envolvimento na morte da advogada.

O crime aconteceu no dia 3 de agosto do ano passado. A advogada foi encontrada morta, em um local ermo na estrada do balneário Praia Dourada, no bairro Tarumã, Zona Oeste. O corpo apresentava sinais de perfuração no pescoço e as pernas estavam amarradas.

Maria Inês era advogada criminalista e, de acordo com as investigações, tinha costume de se envolver com os seus clientes, os quais, em sua maioria, eram  egressos do sistema prisional. Antes de ser morta ela tinha um envolvimento amoroso com Weliton, que cumpria pena no regime semiaberto.

Conforme a denúncia, Weliton pretendia roubar o empresário e prometeu dar a metade do dinheiro roubado para os chefes da facção criminosa Família do Norte (FDN) que estavam presos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), entre eles Cláudio, ex-marido de uma juíza.

Weliton contou à vítima os seus planos e pediu que ela fosse a Manacapuru pegar um revólver que ele usaria para fazer o roubo. A denúncia afirma que vítima não aceitou e ainda  pediu que ele desistisse, caso contrário o denunciaria à polícia. Welinton então telefonou para  Cláudio, dizendo que  não seria mais possível fazer o roubo devido às ameaças da advogada. Inconformado, Cláudio determinou que Weliton e  Leonardo Elias matassem a advogada. De acordo com a denúncia, Bárbara foi contratada por R$ 200 para ajudar no crime.

A advogada foi atraída pelo namorado para um hotel no Centro de Manaus, onde foi rendida e amordaçada por Leonardo Elias. À noite, ela foi levada em seu próprio carro, um Prisma de cor cinza, para o local onde foi assassinada a facadas.

Crimes imputados aos cinco réus

O promotor  denunciou Leonardo,  Weliton e Lucicláudio pelo crime de homicídio por motivo torpe; Bárbara  por homicídio qualificado  por promessa de pagamento e pelo emprego de dissimulação; e Jucicléia, que era camareira do hotel e viu a vítima amarrada, por omissão.

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