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Advogado de defesa da socialite Marcelaine Schumann pedirá habeas corpus da cliente ao STJ

“Elaine”, como é conhecida, seria mentora do atentado contra a empresária Denise Almeida. As duas seriam rivais e supostamente dividiam o mesmo amante. Marcelaine está em viagem em Miami, nos EUA, e é procurada pela polícia 23/12/2014 às 14:47
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Marcelaine Santos Schumann, 36 anos, mandante do crime
VINICIUS LEAL E JOANA QUEIROZ Manaus (AM)

O advogado de defesa da socialite Marcelaine dos Santos Schumann, 36, a “Elaine”, suspeita de tentativa de homicídio em Manaus, informou nesta terça-feira (23) que entrará no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pedido de habeas corpus em benefício da cliente dele, que é suspeita de arquitetar a morte da rival dela, Denise Almeida da Silva, 34.

A alternativa de requerer ao STJ acontece após o advogado ter o pedido dele negado por três vezes pelo desembargador plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) Yedo Simões. Desde domingo (21), o advogado José Bezerra de Araújo solicita ter acesso aos autos do processo e, assim, entrar com pedido de relaxamento da prisão de “Elaine”.

Marcelaine é suspeita de arquitetar a morte da empresária Denise Almeida da Silva, 34, que foi baleada com um tiro quando saia da academia Cheik Clube, no Centro de Manaus, no dia 12 de novembro. As duas, supostamente, dividiam o mesmo amante, e Marcelaine teria mandado matar ou aleijar a inimiga por ciúmes. Entretanto, Denise sobreviveu.

Segundo o advogado José Bezerra, ele usará no STJ os mesmos argumentos de defesa utilizados agora no âmbito do TJ-AM. Atualmente, “Elaine” está de férias em Miami, nos EUA, e deverá retornar ao Brasil no dia 5 de janeiro, quando ela desembarca em Manaus. Desde sexta-feira (19), foi decretado mandado de prisão preventiva de “Elaine” por tentativa de homicídio.


Denise Almeida, a vítima

De acordo com José Bezerra, “Elaine” não está fugitiva da Justiça – apesar de ter sido divulgado que o nome dela seria incluído na lista da Interpol na última sexta (19). Ela entrou de férias com o marido desde o dia 20 de dezembro. “Quem está fugitiva não viaja com data marcada de retorno, mas só vou poder agir quando tiver acesso aos autos”, disse José.

De acordo com as investigações da Polícia Civil do Amazonas, “Elaine” pagou R$ 7 mil para que pistoleiros executassem ou deixassem aleijada a Denise. Conforme a polícia, o crime teve motivação passional, uma vez que, segundo a polícia, as duas dividiam o mesmo amante, o empresário Marcos Souto, que era casado com outra mulher.

Denise negou conhecer Elaine e disse que nunca teve um caso com Marcos, mas revelou que recebia ameaças de Elaine há mais de um ano. “Eu não sou a amante desse homem (Marcos) que sequer conheço, assim como não conheço essa mulher (Elaine). Sou casada e vivo muito bem com o meu marido”, disse Denise à reportagem do A CRÍTICA.

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