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Manaus
HABEAS CORPUS

‘João Branco’ pode ser trazido a Manaus para ser julgado presencialmente

Advogado do traficante entrou com pedido de Habeas Corpus para que o cliente não seja julgado pela morte do delegado Oscar Cardoso da Silva por videoconferência 30/06/2017 às 09:33 - Atualizado em 30/06/2017 às 10:06
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João Branco está preso no Presídio Federal de Catanduvas (PR) desde 2014. Foto: Evandro Seixas - 26/fev/2016
Rafael Seixas e Amanda Guimarães Manaus (AM)

O advogado do traficante João Pinto Carioca, o “João Branco”, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), entrou com pedido de Habeas Corpus solicitando que seu cliente não seja julgado por videoconferência pelo envolvimento na morte do delegado Oscar Cardoso da Silva. A informação foi confirmada pela assessoria do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM).

Segundo o órgão, como o pedido ainda não foi julgado e como não tem uma decisão da segunda instância, a sessão de julgamento está mantida nesta sexta-feira (30) no Plenário do Júri do Fórum Ministro Henoch Reis. O processo não pode ser avaliado durante o julgamento, pois até o momento não foi julgado e nem entrou no plantão do fim de semana.

Dos cinco réus, apenas João Branco será interrogado por meio de videoconferência. O réu está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no interior do Paraná. Já o réu Marcos Roberto Miranda da Silva está preso em Mossoró (RN), mas será encaminhado para a audiência em Manaus. Os demais acusados - Messias, Diego Bruno e Mário Jorge - estão presos em presídios de Manaus e também serão apresentados pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (Seap).

Currículo do advogado

Especialista em defender criminosos de alta periculosidade, o advogado carioca José Maurício Neville de Castro Júnior é o responsável pela defesa do narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco", um dos acusados pela morte do delegado Oscar Cardoso, em março de 2014, e um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN).

No currículo de Maurício Neville estão as defesas de Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, em 2002, e Luiz Fernando da Costa, Fernandinho Beira-Mar, líder da facção criminosa Comando Vermelho.

A facção, por sinal, é aliada da FDN, criada em Manaus e que tem João Branco como um de seus líderes, ao lado de José Roberto Fernandes Barbosa, o Zé Roberto da Compensa. Neville também já defendeu o ex-policial militar Nelson Oliveira dos Santos Cunha, um dos condenados pela execução de oito pessoas conhecida como Chacina da Candelária, em 1993. 

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