Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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REVIRAVOLTA

Advogados de João Branco e de outros três réus abandonam julgamento do 'caso Oscar'

Juiz multou advogados de João Branco em cem salários mínimos cada; promotoria disse que ato foi armação do narcotraficante


26/08/2017 às 11:15

Os advogados dos réus João Pinto Carioca, o João Branco, Marcos Roberto Miranda da Silva, o “Marcos Pará”, Diego Bruno de Souza Moldes  e Messias Maia Sodré, abandonaram o julgamento que vem  sendo realizado desde ontem, no Fórum Henoch Reis. Os quatro  são acusados de assassinar o delegado Oscar Cardoso, em 2014, com 18 tiros.

Os defensores do réu Mário Jorge Nobre de Albuquerque, o “Mário Tabatinga”, optaram por permanecer diante do júri e por conta disso os trabalhos não foram paralisados.

A alegação das quatro partes é de que o trabalho da defesa ficou prejudicado por conta de pedidos indeferidos e também pela ausência de uma testemunha considerada primordial - um policial militar que está deslocado para trabalhar no interior por conta das eleições. "Essa testemunha era imprescindível e ela tem que vir. Se eu continuo o julgamento, abro mão daquela testemunha.  Esse foi o momento da defesa falar, e falei assim que abriram os trabalhos", afirmou o advogado José Maurício Neville, responsável por defender João Branco.

Ele havia chegado a pedir, antes do júri iniciar, a suspensão por conta da ausência da testemunha, mas não foi atendido. Por conta da decisão de abandonar o plenário, ele e outra advogada de João -  Teresa Castro - foram multados em 100 salários mínimos cada um. Ele informou que irá recorrer e que, agora, não pode mais advogar no processo.

O juiz Anésio Rocha questionou os advogados dos outros réus para saber se eles concordavam com a decisão. O advogado Eguinaldo Moura, responsável pela defesa de Marcos Pará, facultou a decisão ao seu cliente, que diante do júri destituiu Eguinaldo do posto de representante. Diante disso,  o juiz deu prazo de dez dias para que o réu definisse um novo advogado para representá-lo.

Já o defensor público Wilsomar de Deus Ferreira, que atua na defesa de Messias Maia Sodré, disse que  o julgamento não estava sendo realizada de maneira justa. "Todos os meus pedidos foram indeferidos. A defesa ficou prejudicada. Não está sendo um julgamento justo. A testemunha importante é um soldado da polícia, que teria participado do esquema de corrupção de Oscar", disse o defensor, que defendeu Messias.

O juiz determinou que a Defensoria Pública do Estado seja comunicada da decisão tomada por Wilsomar, que no início do júri havia solicitado um prazo maior que as duas horas e meia inicialmente separadas para a manifestação das defesas dos cinco réus - ele não teve seu pedido atendido.

O promotor responsável pela acusação, Edinaldo Medeiros, foi incisivo e classificou a decisão dos advogados como falta de respeito e como uma "armação liderada pelo João Branco". De acordo com ele, os advogados não levaram em conta que dinheiro público está sendo gasto com um julgamento que teve seu andamento prejudicado.

A tendência é que ainda neste sábado saia a decisão sobre o destino de Mário Tabatinga, enquanto os outros réus devem ser julgados posteriormente, quando novos defensores estiverem constituídos.

 

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