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Manaus
Saúde pública

Aedes: mais de 160 mil vistorias realizadas no AM no 2° ciclo da campanha

A estratégia faz parte do plano nacional de enfrentamento ao mosquito e à microcefalia 06/04/2016 às 09:46 - Atualizado em 06/04/2016 às 11:38
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Em alguns casos, os focos foram combatidos com larvicida
Náferson Cruz Manaus (AM)

As equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti alcançaram no segundo ciclo da campanha contra o vetor no Amazonas, feito ao longo do último mês, 162.643 imóveis, entre residências, prédios públicos e comerciais. Desses, 2.092 imóveis foram encontrados focos do mosquito. As inspeções identificaram e destruíram focos do mosquito transmissor da dengue, do vírus Zika e da febre chikungunya em 1.954 imóveis.

Os agentes foram ainda a outros 13.575 estabelecimentos, que estavam fechados ou houve a recusa para acesso em 219 imóveis. O balanço divulgado na terça-feira (5), pelo Departamento de Vigilância Ambiental (DVA) da Fundação de Vigilância Sanitária do Amazonas (FVS-AM), contabiliza que as visitas alcançaram um total 176.437 imóveis em todo o Estado no mês de março.

O chefe do DVA/FVS, Cristiano Fernandes, ressalta que durante as vistorias houve um período de intensificação por conta das Forças Armadas, que ocorreu em janeiro, no entanto, para que as ações prossigam com a mesma eficácia é necessário que a população se mobilize. “Para eliminar os focos do Aedes aegypti a prevenção tem que ser frequente, o cidadão tem que dedicar ao menos dez minutos do seu dia para fazer a dispersão e eliminação dos criadouros do mosquito e adotar isso como rotina”, adverte Fernandes.

Ele enfatiza ainda, que as pessoas tem a informação de como se prevenir, sabem onde o mosquito se reproduz, porém elas não adotam como medidas. “As pessoas precisam entender que são atividades para o próprio bem e ser colocadas como obrigação, pois 80% dos focos são encontrados nos imóveis habitáveis, portanto esse percentual serve de alerta para que a população tenha mais atenção no seu lar”, disse o chefe do DVA/FVS.

O secretário de Estado de Saúde (Susam), Pedro Elias, voltou a conclamar a população a continuar engajada na adoção das medidas preventivas, destinadas a reduzir ao máximo os índices de proliferação do mosquito Aedes aegypti. Ele destacou que, nas visitas de inspeção domiciliar, as equipes formadas por servidores da saúde e militares, vêm fazendo a identificação e eliminação de focos do mosquito, mas também orientam a população sobre as medidas preventivas.

O gestor da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Homero de Miranda Leão, destaca que Manaus está classificada como médio risco e a preocupação deve ser permanentemente de todos os habitantes. É necessário terminar com a epidemia e a negligência de qualquer indivíduo pode custar a vida do próximo. “Nossa preocupação são as grávidas, ainda mais com a situação da transmissão do vírus da Zika. Uma doença nova e com grandes complicações. A preocupação também está nas sequelas que este vírus deixa nas crianças. Hoje temos um cenário inimaginário pela frente”, reforçou o secretário.

Casos de infestação pelo Aedes

Conforme dados do DVA/FVS, do início de janeiro a 1º de abril deste ano, 4.967 casos suspeitos de Dengue foram notificados no Amazonas, desses 436 foram confirmados. No mesmo período, 142 foram notificados com suspeita da febre Chikungunya, com 2 casos confirmados. Quanto ao vírus da Zika, foram notificados 1.715 casos, dos quais 233 confirmados. O DVA/FVS esclarece que os dados estão sujeito a alteração.

Multa

O Código de Posturas do Município prevê multas que variam de 10 a 400 Unidades Fiscais do Município (UFMs), valores que vão de R$ 927 a R$ 37 mil, para quem for notificado e não eliminar o foco do mosquito.

“Temos prerrogativas legais para intervir em situações extremas em pontos estratégicos que favorecem a reprodução do vetor como borracharia, depósito de veículos e outros, que recebem a visita quinzenal. Em caso de situação extrema, FVS é acionada e notifica o proprietário para que faça os ajustes”, explica Cristiano Fernandes.

Prevenção com limpeza do ambiente

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) alerta que o acúmulo de lixo conduzido pelas águas favorece a proliferação de animais e insetos causadores de doenças, como ratos, baratas e mosquitos.

A secretaria recomenda para prevenção de doenças, principalmente, a limpeza das residências e quintais, da caixa d’água, acondicionamento adequado do lixo e armazenamento a apropriado dos alimentos para evitar o contato com animais.

O Disque Saúde – 08002808280 -, é um dos instrumentos disponíveis o qual a pessoa pode fazer denúncias de possíveis criadouros inacessíveis do Aedes aegypti, como imóveis fechados, abandonados ou em construção.

Números

Ao todo, 113.738 imóveis foram visitados no último mês em Manaus, dos quais 104.422 foram trabalhados, sendo que em 1.310 houve o tratamento com larvicida. Em 692 foram encontrados focos, 9.147 fechados e em 169 houve recusa.

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