Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
AVIÃO CEGONHA

Em chá revelação inusitado, aviões azul e rosa revelam sexo de bebês no Aeroporto

Supervisora e agente da Azul Linhas Aéreas viveram momento único no Aeroporto Eduardo Gomes. Aviões mostraram nomes dos bebês



27/03/2019 às 19:44

O momento de descobrir o sexo do próprio bebê é um dos mais sagrados para qualquer mãe. No caso de Shirley Cajueiro, de 32 anos, e Diana Amaro, 27, a notícia não veio por meio da cegonha, mas sim por duas aeronaves da Azul Linhas Aéreas, que preparou a surpresa para as funcionárias grávidas de três meses. O suspense só acabou depois dos aviões (das cores azul e rosa) pousarem na pista trazendo o nome de cada criança.

Quem passou pelo salão de embarque do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, Zona Oeste, na tarde desta quarta-feira (27), demorou a entender o motivo da decoração azul e rosa montada para Shirley e Diana: um chá revelação no meio do aeroporto. Aos poucos, parentes, amigos e colegas de trabalho das duas funcionárias se juntavam para celebrar o momento trazendo balões, doces e um bolo. O clima era de festa e ansiedade.

“Grávida já viu, não é? É uma explosão de hormônios. Várias sensações. Eu não estava tão curiosa, mas hoje eu estou inquieta. Meu coração está a mil”, disse Shirley. Natural de Tabatinga, ela trabalha como supervisora na Azul e vive em Manaus há somente quatro meses.

Ela conta que não ia fazer o exame de sangue para descobrir o sexo do bebê. Isso tudo até a ideia do chá revelação com as aeronaves ganhar forma e começar, de fato, a ser executada. “Um colega mencionou para aproveitar os aviões azul e rosa, depois a gente falaria com a empresa para ver se aceitavam. O gerente que é muito louco entrou em contato e eles encararam o desafio”, disse ela.

As funcionárias da Azul que conheceram o sexo de seus filhos nesta tarde. Foto: Michell Mello

Antes de saber o sexo do bebê – que será revelado durante esta reportagem -, Shirley acreditava que a criança seria um menino. O nome escolhido foi Frederico. “Eu não sei se é pela maneira que se lida com a maternidade. Geralmente todo mundo fala ‘o bebê’, então geralmente eu olho coisas azuis. Não sei se é menino, mas geralmente eu direciono tudo pro azul. Vamos saber daqui a pouco”, disse ela, rindo ao ser questionada se o azul era trocadilho com o nome da empresa.

A agente de aeroporto Diana Amaro também era só emoção para saber o sexo da criança. Enquanto Shirley acreditava estar esperando um menino, Diana decidiu não arriscar. “Acho que por ser meu primeiro filho não estou sentindo o que vai ser (menino ou menina). Oro a Deus pra que venha com muita saúde”.

Ela acrescenta que uma verdadeira força-tarefa foi montada. “Na aviação, você sabe, é tudo muito rápido. É uma honra fazer com que isso se tornasse realidade. A princípio a gente pensava que não ia acontecer, que não ia dar certo, mas a galera da Azul é maravilhosa”, disse.

Força-tarefa

Toda a logística, disponibilidade e segurança tiveram que ser planejadas por pelo menos 15 dias. Além do marketing e comunicação da Azul Linhas Aéreas – que credenciou a imprensa para acompanhar a ação -, a empresa alinhou a atividade com a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e a gerência de operações do aeroporto.

“Tudo foi organizado de uma forma em que nós não tenhamos nenhum impacto na regularidade, pontualidade e segurança das nossas operações e demais operações do aeroporto”, explicou o gerente de aeroporto da Azul, Gustavo Vasconcelos.

Foto: Michell Mello

Segundo ele, é a primeira vez que uma ação parecida acontece no mundo. Para ele, é uma forma de valorizar o trabalho executado pelos funcionários e, claro, simbolizar a importância da aviação para a população.

“A aviação traz boas novidades. Imagina quantas boas notícias os aviões levam e trazem todos os dias... Notícias que mudam a vida das pessoas. Quantos encontros e desencontros são proporcionados através da aviação? Então essa é mais uma notícia que a aviação traz diariamente, só que hoje com um evento temático e com muita visibilidade”.

Revelação chega pelos ares

Shirley e Diana correram para a pista a fim de aguardar a notícia. A primeira aeronave a pousar foi a de cor rosa. Assim que posicionasse o avião em frente ao saguão, o comandante deveria abrir uma das janelas e mostrar um banner com o nome do bebê de uma das funcionárias, sendo que nenhuma delas sabia o sexo.

O comandante Daniel Simonetti então fez o combinado. Abriu a janela e mostrou o nome “Eva”. “Foi emocionante ter que guardar o segredo por duas horas e meia. Muita gente até perguntou no rádio e eu dizendo que não ia falar. Eva, um nome muito bonito que representa nossa origem, e nome da minha sobrinha afilhada que nasceu há um ano”.

Eva foi o nome escolhido por Shirley caso o bebê fosse menina. Uma banda tocava músicas e os parentes da supervisora gritavam no saguão com a notícia. “Estou muito emocionada e feliz. Agradeço a todo mundo que veio e quis participar para acompanhar a história. Parece ser louco, mas agradeço de todo o coração mesmo o empenho dos meus colegas. É uma retribuição de verdade. Agora é só esperar o desembarque da Eva”, brincou.

Em seguida foi a vez de uma aeronave de cor azul manobrar na pista. De dentro dela, o piloto abriu uma faixa com o nome “Heitor”. Diana, o marido e familiares também comemoraram a novidade. “É Heitor gente. Não tenho nem como explicar. Primeiro descobrir que vou ser mãe, e segundo um presentão desses que a empresa me dá. Com certeza faria de novo. Já posso programar o segundo? Isso é Azul”.


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