Sábado, 24 de Agosto de 2019
Manaus

Agências bancárias de Manaus fecham as portas e usuários amargam os transtornos

No primeiro dia, a paralisação da categoria fechou 65% das agências em Manaus. Usuários dos bancos foram afetados



1.gif A suspensão dos atendimentos, em especial, nas agências do Centro, provocou grandes filas nos caixas eletrônicos
01/10/2014 às 11:28

A greve dos bancários do Amazonas que iniciou ontem, em adesão ao movimento nacional da categoria, comprometeu o funcionamento de 65% das agências da capital amazonense, de acordo com o balanço feito ontem pelo Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM). A expectativa é de que até o final desta semana, o índice de paralisação chegue a 70%, com aproximadamente 64 unidades bancárias com atendimento suspenso em Manaus.

Segundo o presidente do sindicato, Nindberg Barbosa, a adesão inicial dos funcionários da categoria ficou acima da expectativa, principalmente no Centro da cidade, onde todas as agências teriam aderido ao movimento grevista. “Todas as agências da Caixa Econômica Federal, no Centro, do Banco da Amazônia e do Banco Safra fecharam as portas no início do expediente de hoje (ontem), detalhou.

De acordo com o balanço do sindicato, funcionários de duas das sete agências do HSBC, de cinco das 26 unidades do Itaú, de duas agências do Bradesco, de 12 agências do Banco do Brasil e de mais sete unidades do Santander, cruzaram os braços no primeiro dia de paralisação. “Nos bairros da capital e no interior do Estado, a adesão foi menor, mas deve aumentar nos próximos dias”, avaliou.

Transtorno

Com o início da greve, os clientes dos bancos que precisaram ir às agências ontem para operações na ‘boca do caixa’, como abertura de contas e pagamentos enfrentaram transtornos. A paralisação também fez com que a procura pelos caixas eletrônicos também aumentasse.

O mecânico industrial, Leonardo Silva Barros, 52, que ontem procurou os serviços do Banco do Brasil, no Centro, para pagar a escola dos filhos se disse surpreendido com a paralisação. “Hoje é o último dia para pagar a escola dos meus filhos e ter um desconto, depois disso terei que pagar o valor integral”, queixou-se.

Já a auxiliar de produção, Izaira dos Santos, 48, passou 40 minutos na fila e não foi atendida. “Estou afastada do trabalho e só posso receber o benefício na ‘boca do caixa’ porque não tenho cartão. A greve me afeta diretamente”, reclamou.

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