Publicidade
Manaus
POLÍCIA

Agente assassinado no Compaj pode ter sido 'presente' a líder da FDN, diz Seap

Fontes policiais contam que Zé Roberto teria enviado um "salve" para o Compaj, pedindo "brinde" pelo aniversário. Secretário confirmou que há indícios da morte com o narcotraficante 03/12/2018 às 15:45
Show morte 2f40ef61 7657 49ff a52b e3f03ff33c21
Foto: Euzivaldo Queiroz
Fábio Oliveira Manaus (AM)

O assassinato do agente penitenciário Alexandre Galvão, 37, morto esfaqueado por detentos dentro do Complexo Penitenciario Anísio Jobim (Compaj) no último sábado (1), em Manaus, foi uma espécie de “presente” para o líder da facção criminosa Família do Norte (FDN) José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, conforme fontes policiais disseram ao Portal A Crítica.

“Zé Roberto”, número um da FDN, completou 48 anos no último sábado (1), mesmo dia em que o agente foi assassinado. Segundo o que apurou a reportagem, “Zé Roberto” teria enviado um salve – espécie de recado - para o Compaj, pedindo “brinde”, que na linguagem da facção significa “presente”. A mensagem seria uma suposta execução do diretor do presídio identificado como “Leandro”.

O secretário da Seap, coronel Cleitman Coelho, confirmou que há indícios que o assassinato tenha relação com o aniversário do narcotraficante “Zé Roberto”, atualmente preso na Penitenciária Federal em Catanduvas, no Paraná, mas negou suposto ataque a diretor.

“Há especulações a respeito do aniversário do ‘Zé Roberto’, mas nada concreto, tudo está sendo investigado. Essa história de que o alvo seria um dos diretores não procede, o que temos são especulações e informes, mas repito a inteligência não possui nada”, esclareceu Coelho.

Entenda o caso

O agente penitenciário Alexandre foi morto com quatro golpes de estoque, arma caseira feita de ferro com ponta afiada.

A Seap informou que o homicídio do agente penitenciário ocorreu durante o horário de visita aos internos do pavilhão 3 e que, conforme apurado pelas imagens do circuito integrado, Alexandro foi rendido por um interno antes de fechar o portão de acesso à área de convivência e, em seguida, esfaqueado.

A Seap também informou que o crime pode ter sido praticado em retaliação aos procedimentos de revistas dos visitantes, uma vez que, nas últimas semanas, diversos materiais ilícitos foram apreendidos na unidade prisional. “A morte foi uma situação pontual, tinham interesse de matá-lo. Com certeza foi premeditado, nada acontece na cadeia sem a ordem de alguém”, contou o secretário.

Em nota, a Seap informou que Alexandro pertencia à empresa Umanizzare e que havia entrado para o sistema penitenciário há três anos. Segundo a Seap, o agente ainda foi socorrido e levado com vida ao hospital e pronto-socorro da Zona Norte, mas não resistiu aos ferimentos. Ele ficou com o estoque caseiro cravado na jugular.

Publicidade
Publicidade