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Manaus
Cotidiano, Saúde, Dengue, Agentes de Endemias, Semsa, Reivindicações Trabalhistas, desvio de função

Agentes de endemias paralisam as atividades em Manaus

Responsáveis por identificar e combater os focos de dengue na cidade, os agentes há três anos são submetidos a desvio de função, além de não receberem por tais funções desempenhadas    07/03/2013 às 15:25
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Paralisação nos quatro Distritos de Saúde da cidade foi temporária, ainda pela manhã, os agentes voltaram a campo
Síntia Maciel Manaus

Agentes de endemias que atuam em campo no combate à dengue paralisaram por algumas horas, as atividades na manhã desta quinta-feira (7), nos quatro distritos de Saúde que atendem Manaus, como forma de protestar pelos desvios de função, alem de reivindicarem melhorias trabalhistas.

A decisão é resultado de uma assembleia realizada nessa quarta-feira (6), pelo Sindicato de Agentes de Endemias (SindiAgente), que resultou em uma pauta de reivindicações entregue à Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

“Se não houver uma resposta ao nosso movimento, na próxima quarta-feira (13), iremos cruzar os braços de vez. A nossa atividade é essencial, pois somos nós que vamos aos imóveis identificar os focos de dengue, levantar as informações que são utilizadas nas estratégias de combate à doença. A paralisação da categoria é prejuízo para todos”, alerta o presidente do sindicato, Alessandro Farias.

De acordo com ele, dos aproximadamente 980 agentes de endemias que atuam em Manaus, em torno de 300 são submetidos a desvio de função, fazendo o serviço de motoristas, supervisores de campo, entre outras.

Os desvios de função, conforme Alessandro e os demais agentes de endemias vem ocorrendo há aproximadamente três anos.

“Além disso, eles são cobrados por tais responsabilidades. Caso um deles seja multado no trânsito ou o veículo que dirige apresentar problema, ele será cobrado por isso, além de não receber uma gratificação, pelo serviço que desempenha”, informa.

Afora o desvio de função a categoria também reclama que apesar de trabalhar 8h diariamente, recebe o equivalente a 6h de trabalho. Os agentes também alegam não terem direito a vale-transporte, e o cartão alimentação, no valor de R$220, desde 1997, não recebe reajuste.

A falta de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e a não realização de exames a cada seis meses – os agentes manipulam inseticidas -, também são outros problemas apontados pela categoria.

Medidas
A Semsa por meio de sua assessoria de comunicação informou que em reunião com representantes da categoria, o secretário Evandro Melo afirmou que os agentes de endemias que atuam como motoristas irão executar apenas as funções para as quais foram concursados.

Um levantamento está sendo realizado no órgão, para confirmar a quantidade de motoristas, e tal função será suprida, pelos aprovados no concurso do órgão, para atuarem como tal.

A proposta do secretário, conforme a assessoria é a de que os agentes atuem na função para qual foram concursados. Entretanto, aqueles que atuam como supervisores de campo, deverão receber uma gratificação, por desempenharem tal papel. A proposta acenada pelo secretário municipal de Saúde está em análise.

A carga horária de 6h diárias de trabalho também deverá ser cumprida.

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