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Agentes são feitos reféns por detentas durante tumulto em cadeia feminina

Caso ocorreu no Centro de Detenção Provisória Feminino durante a tarde desta quarta-feira (6). Segundo a Seap, três funcionários foram feitos reféns por detentas da unidade 06/09/2017 às 19:00 - Atualizado em 06/09/2017 às 19:01
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Foto: Reprodução
acritica.com Manaus (AM)

Três agentes de socialização foram feitos reféns por internas do Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPF), localizado no quilômetro 8 da BR-174, na tarde desta quarta-feira (6). O caso ocorreu durante uma alteração na unidade. Segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), por volta das 18h as presas se renderam e ninguém ficou ferido.  

O caso ocorreu por volta das 15h10. A ocorrência foi coordenada pelo secretário executivo adjunto da Seap, major Klinger Paiva e pelo coordenador do sistema penitenciário, major Lima Júnior, que juntamente com equipes da secretaria, da Polícia Militar do Amazonas e Força Nacional, realizaram as negociações com as internas, que aceitaram liberarem os reféns com a presença de um representante dos Direitos Humanos.

Segundo a secretaria, os agentes foram feitos reféns por cinco internas do pavilhão 1 durante banho de sol, próximo ao horário da tranca da unidade. Após isso, as demais internas, aproximadamente 39, teriam ajudado a manter os reféns.

Por volta das 18h, as internas se renderam e os reféns foram liberados. As cinco presas envolvidas na ocorrência serão colocadas no isolamento como forma de punição administrativa. A Seap informou que os demais procedimentos administrativos e disciplinares serão aplicados.

O secretário de Estado de Administração Penitenciária, coronel da Polícia Militar, Cleitman Coelho, explica que todas as reivindicações das internas foram ouvidas pelas equipes que realizam as negociações, e que alguns pontos para melhorias na convivência e estruturas serão estudados.

O secretário afirma ainda que o Estado não vai admitir que sugestões, críticas ou queixas dos internos do sistema prisional sejam repassadas através de ações como a de hoje. Cleitman Coelho ressalta que o diálogo de forma pacifica deve ser usado e que atitudes que colocam em risca a vida de pessoas inocentes não podem ser utilizadas como manobras de exigência ou enfrentamento da população carcerária.

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