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Manaus
SISTEMA CARCERÁRIO

Ala do CDP2 será inaugurada este mês e presos do PCC vão ser transferidos para lá

Secretário diz que detentos da facção criminosa deixarão a cadeia Vidal Pessoa e levados para a nova unidade, que também deverá receber condenados por estupro 03/05/2017 às 05:00 - Atualizado em 06/05/2017 às 13:03
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Equipe da Seap tem feito visitas constantes ao local. Foto: Seap/divulgação
Joana Queiroz Manaus (AM)

Os 191 detentos que há mais de quatro meses estão na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, na avenida Sete de Setembro, Centro de Manaus, serão transferidos para o Centro de detenção Penitenciário 2 (CDP2) até o próximo dia 15, garantiu nesta terça-feira (2) o secretário Cleitman Coelho, em entrevista para o portal A Crítica. “A cadeia ainda não está pronta na sua totalidade, mas vamos fazer esta transferência para cumprirmos um compromisso que fizemos com o Tribunal de Justiça do Amazonas e órgãos fiscalizadores do sistema”, disse.

O secretário afirmou que houve uma solicitação da Seap à construtora responsável para que a obra fosse adiantada. Até o momento, um pavilhão com quatro alas foram concluídas, assim como a estrutura administrativa, a contenção da muralha, o refeitório, o ambulatório e todos os serviço básico para que haver a transferência. 

Cleitman Coelho disse que a cadeia do Centro de Manaus vai ser esvaziada e que serão levados ao CDP2 todos os presos que dizem ser integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), os estupradores, conhecidos no presídio como “jacks”, além de um grupo de 30 pessoas aliadas ao detento Márcio Pessoa da Silva, 34, o “Marcinho Matador”, que não pertencem a nenhuma facção.

O secretário da Seap  informou ainda que foi feita uma análise de comportamento e de conduta com presos por uma equipe multidisciplinar para ver o perfil psicossocial, econômico e a qual facção ele pertence para que não haja problemas com a transferência.

O CDP 2 vai oferecer 571 vagas, com seis presos por cela. No projeto, há celas com acesso para cadeirantes, motéis para os presos receberam visitas íntimas e para doentes com doenças crônicas. 


 

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