Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
PONTEIROS ESTÃO GIRANDO

Alejandro Valeiko tem até as 20h de hoje para se apresentar na Delegacia de Homicídios

Caso não compareça no prazo, a prisão do suspeito de ter ligação com a morte do engenheiro Flávio Rodrigues será convertida novamente em prisão temporária, deixando de ser domiciliar



alejandro_1_3099EACC-87D8-4FBA-AF40-1B3972397A00.jpg Alejandro Valeiko. Foto: Reprodução/Internet
06/10/2019 às 11:00

Alejandro Valeiko, filho da primeira-dama de Manaus, tem até as 20h deste domingo (06) para se apresentar na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que investiga o caso da morte de Flávio Rodrigues. Caso não compareça no prazo, a prisão do suspeito de ter ligação com a morte do engenheiro será convertida novamente em prisão temporária com prazo de 30 dias – medida aplicada em crimes considerados hediondos.

A informação sobre o horário limite para o investigado se apresentar e prestar esclarecimentos foi repassada pelo delegado Paulo Martins, titular da DEHS. Após ser ouvido, Alejandro será escoltado até a sua residência, onde cumprirá prisão domiciliar, no condomínio Passaredo, no bairro Ponta Negra, Zona Oeste de Manaus, onde há indícios de que o engenheiro Flávio Rodrigues teria sido morto e não sequestrado, como relatado por alguns dos investigados que já se encontram presos temporariamente.



Ontem, a desembargadora Joana dos Santos Meirelles, plantonista do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), acatou o pedido da defesa de Alejandro e converteu o pedido de prisão temporária em prisão domiciliar. A magistrada defende na decisão, que ao decretar a prisão domiciliar, levou em consideração o estado de saúde de Alejandro.  De acordo com laudos apresentados por seus advogados, ele não tem consciência do que se passa e nem do crime que vitimou Flávio Rodrigues, encontrado morto na última segunda-feira (30) em um terreno no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus.

O pedido de prisão temporária segue suspenso até que Alejandro seja submetido a uma perícia para que sejam comprovados seus problemas psicológicos.

A advogada da família de Flávio Rodrigues, Geyza Mitz, afirma que ocorreu uma supressão de instância – irregularidade em que a instância superior julga matéria não examinada pela instância inferior – na decisão que converteu o pedido de prisão temporária de Alejandro Valeiko em domiciliar.

Segundo Geyza Mitz, a 1ª instância não conheceu o pedido de Habeas Corpus da defesa de Alejandro porque a mesma o impetrou direto na 2ª instância. "A desembargadora reconheceu isso e não conheceu o Habeas Corpus. Mas de ofício, ela pode fazer isso sem ser provocada, mesmo não o conhecendo [Habeas Corpus] de forma absurda, porque não poderia ser assim", declarou.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.