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Além das calçadas, camelôs invadem as ruas prejudicando o trânsito de Manaus

A 325 dias do início da Copa do Mundo de 2014 as ruas do Centro de Manaus permanecem como há dez anos: tomada por vendedores ambulantes 23/07/2013 às 07:48
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No entorno do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, metade da rua foi tomada por ambulantes, dificultando o tráfego
Mariana Lima ---

Adaptados para ficar entre a calçada e a rua ou colocados estrategicamente no meio das principais vias do Centro da cidade, os camelôs deixaram de ser dor de cabeça para os pedestres e passaram a ser preocupação também dos motoristas. A prefeitura possui uma secretaria especializada para tentar resolver o problema da localização dos camelôs, mas todos os projetos desenvolvidos ainda estão sem data serem postos em prática.

A 325 dias do início da Copa do Mundo de 2014 as ruas do Centro de Manaus permanecem como há dez anos: tomada por vendedores ambulantes. Em vias estratégicas como a Henrique Martins, Sete de Setembro, Epaminondas e próximo ao Mercado Municipal, a situação parece ser mais crítica, com os vendedores trabalhando também no asfalto.

Maria das Neves, 45, “herdou” o negócio de camelô do falecido marido, há um ano. Localizado na rua Henrique Martins, o box da vendedora foi estrategicamente adaptado às condições do local. “Aqui não tem muita calçada para a gente colocar ele em cima e a rua é muito estreita para a gente pôr embaixo, por isso mandamos fazer um que fica entre os dois (rua e calçada)”, disse.

Ao lado do box da ambulante, outras sete bancas possuem a mesma estrutura. Maria conta que o marido optou por escolher o “modelo” da banca depois de conversar com alguns colegas. “Ele trabalhava próximo ao mercadão e ficou por lá muito tempo até ter aquela retirada em massa dos camelôs. Depois ele veio para cá e comprou essa banca. Na época, todo mundo gostou do modelo”, disse a ambulante.

Trânsito

Motorista de táxi há 20 anos, João Monteiro não vê com bons olhos o modelo de comércio de Maria das Neves. Ele conta que, por diversas vezes, perdeu clientes por conta da localização indevida dos camelôs no Centro.

“É muito complicado estacionar no Centro. Até para nós, taxistas, que não temos que estacionar toda hora e em todo lugar, temos as nossas complicações. Nós temos um ponto de taxi na 7 de Setembro e várias vezes o nosso local amanheceu com bancas de camelôs colocadas na rua, no nosso lugar”, afirmou.

O motorista afirma que o problema causado no trânsito não é causado exclusivamente pelos camelôs fixos. “É dificil trafegar em locais onde há gente vendendo churrasquinho, frutas e verduras, meias e outras coisas em carros de mão. Temos dificuldade de andar nas ruas estreitas e, quando conseguimos parar nelas, surgem os flanelinhas. Chegamos a ser obrigados a pagar para estacionar na rua para não termos problema com o nosso carro depois”, disse.

Camelódromos não saem do papel

Os camelôs terão 100 dias para apresentar um projeto de camelódromo para o prefeito de Manaus. A informação é da assessoria da Secretaria Municipal Extraordinária para Requalificação do Centro (Semex).

Conforme informações da Semex, por três meses uma equipe de técnicos em arquitetura e urbanismos da prefeitura será disponibilizada para auxiliar na criação do projeto de um shopping popular administrado pelos camelôs.

A ideia irá ser discutida com outros sete projetos de camelódromos de empresas privadas que já estão em andamento.

Até esta segunda-feira (22), quatro empresas particulares tinham se manifestado para construir e administrar camelódromos somente no Centro da cidade. Entre os projetos em andamento está um na Joaquim Sarmento, outro na 7 de Setembro, um terceiro próximo à antiga Câmara Municipal e um quarto ainda em fase de análise.

Na Zona Leste há duas propostas para a construção de shoppings populares e, para a Zona Norte, um projeto. A avenida Djalma Batista, no trecho que compreende o Amazonas Shopping e o Manaus Plaza Shopping, teria o sétimo e último camelódromo previsto. Todos os projetos ainda estão em fase de estudo e dependem de aprovação da prefeitura.

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