Domingo, 17 de Novembro de 2019
Manaus

Alerta no ar: Nuvem de fumaça é resultado de ação criminosa

Em dois dias, 51 focos de incêndio ativos no Amazonas, causados por ação humana, foram registrados pelo Inpe, todos na Região Metropolitana de Manaus (RMM)



1.jpg No porto de Manaus, Centro, Zona Sul, a visibilidade dos barcos era reduzida pela nuvem de fumaça que cobria o rio
19/10/2015 às 21:03

Nas últimas 48 horas o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 51 focos de incêndio ativos no Amazonas e todos eles estavam concentrados na Região Metropolitana de Manaus (RMM), de acordo com o secretário estadual de Meio Ambiente, Antônio Stroski, que revelou, ainda, que a maioria foi ocasionada pelo homem, ou seja, criminosa.

O surgimento desses novos focos de queimada, aliado à ausência de rajadas de vento, foi responsável pelo adensamento da nuvem de fumaça que encobriu a capital durante todo esta segunda-feira (19), quando, diferente dos outros dias, a névoa cinza não se dissipou ao longo do dia.



O titular da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), Antônio Stroski, informou que todos os 51 focos estão sendo monitorados  pela secretaria por meio de satélites. “Quando identificamos o foco de calor, acionamos os nossos parceiros, que neste caso é o Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas), que tem a responsabilidade de ir a campo e verificar o nível da situação e encontrar o responsável pela queimada”, contou.

Após a fiscalização do Ipaam na área do foco de queimada, o instituto aciona o Corpo de Bombeiros para combater o incêndio e, caso seja necessário, os bombeiros acionam a Defesa Civil do Município e os brigadistas para este combate.

“Grande parte desses incêndios são de origem criminosa, ocasionados pelo homem. No caso dos 51 verificados nas últimas 48 horas, estão sendo geoferenciados e monitorados por nossas equipes”, reforçou.

Sobre a presença pertinente da fumaça nesta segunda-feira, considerado pelo secretário o dia mais intenso que os demais 19 dias de outubro, Stroski explicou que a ausência das rajadas de vento fez com que a fumaça permanecesse durante todo o dia.

“Essa ausência ou baixa rajadas de vento na cidade é ocasionada pela falta de chuva na região, e a falta de chuva está relacionada ao fenômeno El Niño, que está evitando que ocorra chuvas em nossa região. Sem o vento e a alta temperatura a fumaça permanece da cidade”, explicou.

Proteção

De acordo com a gerente de venda da loja especializada em artigos hospitalares Instrumental Técnico, Rose Souza, na segunda-feira houve um aumento na procura por máscaras descartáveis. “Desde o início do mês, diariamente, houve um aumento em procura pelas máscaras descartáveis. Estamos vendendo por média 20 caixas a mais do que  vendíamos de costume”, disse.

A gerente explicou que as máscaras mais procuradas são a N95, conhecidas como “bico de pato”. “Elas são mais resistentes e filtram melhor o ar”, explicou.


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