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Manaus
NA CMM

Aliados de Wilker Barreto defendem parlamentar após constrangimento a vereadora

Após repercussão do constrangimento causado a vereadora Joana D’Arc (PR), aliados do presidente da Casa foram à tribuna atenuar o caso 02/06/2017 às 05:00
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Vereadora Joana D’Arc teve os microfones cortados e a sessão encerrada pelo presidente Wilker Barreto quando ia se pronunciar (Foto: Aguillar Abecassis)
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Parlamentares repercutiram ontem a situação ocorrida na última terça-feira em que a vereadora Joana D’Arc (PR) teve a fala sobre a CPI da Água cerceada na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM) pelo presidente da casa legislativa, Wilker Barreto (PHS).

Os vereadores da base saíram em defesa do presidente da CMM ressaltando que a discordância de opiniões faz parte do parlamento. “Não teve nada demais aqui ontem (na terça-feira), é o parlamento que é assim. Não vejo porque a Joana se sentir ofendida pessoalmente”, expôs Plínio Valério (PSDB).

A vereadora Glória Carratte (PRP) disse que respeita o posicionamento de cada vereador dentro da CMM. “Não quero assinar a CPI e o povo que me julgue depois na eleição. Mas aqui não aconteceu nada anormal. O povo não quer mais discussões, não quer política de mesquinhez, de futriquinhas, mas respeito opinião de todos”, frisou.

Os vereadores Cláudio Proença (PR) e Chico Preto (PMN) se solidarizaram com Joana D’Arc, caracterizando a atitude do presidente como “deselegante”. “Deixar, quer seja um homem, quer seja uma mulher, na tribuna sem falar [...] é no mínimo deselegante, desrespeitoso”, afirmou Chico Preto.

“Houve um descontrole da parte de todos, porque da forma que foi encerrada a sessão, para mim, foi deselegante”, reforçou Proença.

Assumindo o papel de presidente para conduzir a sessão, uma vez que Wilker estava em viagem a Brasília, Felipe Souza (PTN) explicou antes dos pronunciamentos que concederia os quatro minutos do tempo regimental e o microfone seria cortado e o vereador que estivesse fazendo o uso da palavra teria a “benevolência” de mais 30 segundos para conclusão. “A mesa zela e sempre zelará pelo cumprimento do regimento interno”, disse.

“Cumprir regimento é hipocrisia”, enfatizou Joana D’Arc sobre a concessão de tempo aos parlamentares. Para a vereadora, o regimento só é utilizado como argumento quando é favorável e destaca que não é cumprido na totalidade. “Se for para cumprir o regimento, vamos cumprir o regimento de forma adequada”, destacou.

O requerimento do presidente Wilker Barreto para apurar sua conduta pela Comissão de Ética da casa legislativa teve o pedido de vista solicitado pelo vereador Jaildo dos Rodoviários (PCdoB). O vereador afirmou que irá analisar o requerimento e que na segunda-feira devolve para o plenário.

CPI da Água

O pedido para a criação da CPI da Água, que visa investigar irregularidades no abastecimento realizado pela empresa Manaus Ambiental, proposta pelo vereador Sassá da Construção Civil, tem 12 assinaturas.

Para que a comissão seja instaurada são necessárias, pelo menos, 14 assinaturas. Sassá ressalta que conversou com o presidente e vice da Comissão de Água e Saneamento (Comasa), David Reis (PV) e Reizo Castelo Branco (PTB). “Eles sabem que um vereador não tem a força de cobrar como uma CPI”, disse.

Reis afirma que uma CPI é precoce já que a Comasa está atuando apenas há quatro meses. Segundo plano da Manaus Ambiental, entregue em audiência pública, há investimentos no abastecimento de água no valor de R$ 27,74 milhões e no esgotamento de R$ 67,2 milhões.

Avaliação

A vereadora Joana D’Arc afirmou que está aguardando o parecer do jurídico e o parecer de uma psicóloga, responsável por avaliar os vídeos e designar o que caracteriza a sequência dos atos cometidos na sessão da última terça-feira. E disse que levará o caso ao conhecimento de outros órgãos.

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