Quinta-feira, 28 de Maio de 2020
INDÚSTRIA

Alta de 4% na ZFM indica recuperação e não crescimento

Substituição tecnológica e novo perfil do consumidor afeta drasticamente setores como de telecomunicação, impressão e gravação



show_show_POLOIND_18302552-53E2-4D03-8B07-73D2828E22EC.jpg Foto: Divulgação
28/02/2020 às 08:53

Apesar dos altos e baixos, o ano de 2019 encerrou positivo para a indústria do Amazonas. O Estado teve o segundo melhor desempenho do País, com crescimento de 4%, segundo a pesquisa da produção industrial de 2019, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Porém, o número é considerado por especialistas como recuperação e não crescimento. 

Neste contexto, as atividades que tiveram pior desempenho acumulado no ano foram a fabricação de máquinas e equipamentos elétricos, como conversores, alarmes, condutores e baterias (-13,8%); a impressão e reprodução de gravações, como DVDs e discos (-5,4%) e a fabricação de produtos de borracha (-0,4%). 



O economista e presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco explica o motivo. “Isso é fruto da inovação tecnológica dos produtos, ou seja, cada vez mais, os produtos trazem consigo tecnologia embarcada”, afirma. 

“Por exemplo, você não vê mais pessoas alugando filme, comprando vídeo. Você faz isso usando o Netflix ou outra plataforma de streaming. Isso recai diretamente na produção de discos e DVD”, exemplificou o titular do Cieam. 

A cadeia de componentes também foi reduzida. Hoje, produtos como o televisor têm muito menos necessidade de fiação interna do que antigamente. 

“Isso é fruto da inovação tecnológica que os produtos novos trazem. Acontece a cada nova geração e nós temos que estar preparados para atrair novas atividades, novos produtos para o Polo Industrial, para poder absorver os empregos que nós precisamos gerar para o nosso povo”, complementou Wilson Périco. 

Inovação

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, avaliou que a inovação da produção irá ocasionar de uma forma muito rápida tanto o desaparecimento de alguns produtos como o aparecimento de novos. 

“Já é esperada essa transformação e acredito que não irá prejudicar a produção do PIM mesmo porque temos know how para novas tecnologias, desde que os Processos Produtivos Básicos (PPB) sejam aprovados com rapidez”, disse.

Pesquisa

O desempenho da indústria amazonense na variação percentual acumulada do período de janeiro a dezembro de 2019 (4,0%) colocou o Estado do Amazonas na segunda posição em relação às outras Unidades da Federação. Os melhores desempenhos foram os do Paraná (5,7%), Amazonas (4,0%) e Goiás (2,9%); os piores foram os do Espírito Santo (-15,7%), Minas Gerais (-5,6%) e Bahia (2,9%). A pesquisa de produção industrial do IBGE é divulgada a cada dois meses em 15 regiões industriais do País.

*Jakeline Xavier, especial para A Crítica

 

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