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Manaus
DISCURSO DE ÓDIO

Alunos da UEA combinam por WhatsApp de agredir LGBTs e comunistas em Manaus

O reitor Cleinaldo Costa determinou abertura de investigação. 'O nome da UEA não pode ser usado para discriminação e preconceito', disse 27/07/2017 às 12:22 - Atualizado em 27/07/2017 às 12:37
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Foto: Reprodução
Vinicius Leal Manaus (AM)

Estudantes da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) estão sendo investigados de combinarem, através de um grupo de WhatsApp, de agredir pessoas da comunidade LGBT+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e comunistas em Manaus. O reitor da UEA, Cleinaldo Costa, determinou abertura de investigação sobre o caso.

Através de uma imagem que a reportagem teve acesso, é possível ver o print de uma tela de celular onde aparece um grupo de conversa do WhatsApp chamado “J. Conservadora UEA/”. Nas mensagens, aparecem números de telefone sendo adicionados ao grupo seguido de mensagens. Uma delas se destaca: “A gente marca um dia da semana para bater em comunista e lgbt na rua”. Logo após, outros membros riem da afirmação.

A mensagem foi printada por membros do próprio grupo e espalhada rapidamente. “Houve um suposto caso de LGBTfobia que veio a tona por meio de prints de um grupo ESA, que é da UEA, a unidade de Saúde. Esses prints incitavam a violência contra a população LGBT e comunistas sob o nome de ‘Conservadora UEA’. Um grupo criado por eles no WhatsApp”, enviou à reportagem um leitor do Portal A Crítica, que preferiu não se identificar.

Devido ao discurso de ódio entre os alunos da ESA, o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, determinou a abertura de uma investigação sobre o caso. “Sobre as postagens envolvendo afirmações de preconceito, solicito à Direção (da ESA) que envie os prints para o Gabinete para as providências necessárias, que incluem nossa Procuradoria Jurídica e convocação de sindicância para ouvir todos os envolvidos, com amplo direito à defesa e ao exercício do contraditório”, afirmou o reitor.

“Não é possível deixar prosperar atitudes antissociais, sem imediata correção, de modo que a comunidade saiba que não há espaço ou permissão para preconceito e abuso. O nome da ESA UEA não pode ser usado e não será usado sob qualquer hipótese para discriminação e preconceito. Se não for corrigido de pronto, faremos valer a lei”, completou o reitor Cleinaldo Costa.

O diretor da ESA, professor Darlisom Souza, confirmou que nesta quinta-feira (27) encaminharia providências ao Gabinete Geral da UEA. “Nós da Direção estaremos encaminhando as providências. Eu e o professor Diego Regalado iremos ao Gabinete Geral”, reforçou o professor. A assessoria de imprensa da UEA também confirmou à reportagem a abertura de sindicância sobre os alunos envolvidos.

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