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Manaus
PETRÓPOLIS

Pais denunciam creche da PM no Petrópolis por expor crianças ao sol em frente à unidade

Crianças e pais ficam sem lugar para aguardar a abertura dos portões enquanto quadra está em reforma 28/07/2017 às 06:00 - Atualizado em 28/07/2017 às 10:50
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Ontem, portões foram abertos após a chegada da equipe de A Crítica, mas ainda assim faltava abrigo para o sol; em destaque foto tirada em outro dia, por denunciante, mostra crianças esperando na calçada (Foto: Euzivaldo Queiroz/Divulgação)
Álik Menezes Manaus (AM)

Pais de alunos da Creche Escola Infante Tiradentes da Polícia Militar do Amazonas, localizada na rua Aristides da Rocha, bairro Petrópolis, na Zona Centro-Sul de Manaus,  denunciam que  as crianças estão sendo obrigadas a esperar o horário de entrada do lado de fora da escola sob forte calor.

A reportagem de A Crítica esteve na última quinta-feira (27) no local e as portas só foram abertas para receber as crianças antes do horário de entrada após a chegada da equipe do jornal.   

Conforme relatos de denunciantes, que pediram para não terem os nomes divulgados, desde o início das aulas desse ano, após o início de obras no muro da creche, os alunos que chegam mais cedo precisam ficar sentados na calçada esperando a abertura dos portões.

Antes, os alunos que chegavam mais cedo podiam ficar na quadra da escola, sob a responsabilidade de funcionários, mas quando as obras começaram a quadra virou o depósito do material de construção. Segundo pais de crianças, as obras estão paradas há meses.

Reclamações e motivos

Pais das crianças e os próprios alunos reclamam da atual situação. As crianças ficam irritadas com o calor forte que enfrentam do lado de fora, muitos pais até levam guarda-sol para tentar abrigar os filhos, mas não é o suficiente.

A assistente social Nádia Marães, 39,  disse que os gestores da escola não dão nenhuma resposta sobre os trabalhos. “É cansativo para todo mundo, principalmente para as crianças que ficam expostas ao sol. Elas ficam cansadas e irritadas”, disse.

Ontem, os pais começaram a chegar na escola por volta de 12h30 e tiveram que aguardar do lado de fora até as 13h, quando os alunos são liberados para entrar. As crianças aguardavam tanto do lado de fora quanto no pátio da escola. Segundo relatos de mães e pais, os funcionários da escola só deixaram as crianças entrar porque viram que uma equipe de reportagem estava no local. Mesmo do lado de dentro, os pequenos tentavam se esconder do Sol.

A Crítica tentou conversar com a responsável pela creche, mas ela informou que não poderia falar por questões de hierarquia e orientou a procurar a assessoria de imprensa da Polícia Militar. Em nota, a PM informou que na creche existem turmas de tempo integral, matutino e vespertino e, com isso, fica inviável abrigar alunos no refeitório, devido ao horário de almoço dos alunos de tempo integral.

Pais de alunos querem alternativas

Os pais ouvidos pela reportagem disseram que entendem que não há funcionários suficientes para ficar com os alunos que chegam  nas salas de aula, mas defenderam que  direção da escola deveria apresentar outra solução para o caso.

Eles disseram também que os professores não podem ficar na sala de aula com os alunos nesse horário porque eles estão no horário de almoço e, assim sendo,  não poderiam ser prejudicados pela falta de gestão da creche.

A PM informou em nota que devido à obra há tolerância de 20 minutos para a entrada dos alunos, que é às 13h.  Segundo a PM, a obra na quadra da escola é de responsabilidade da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino (Seduc) e não há previsão para que ela seja concluída.

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