Domingo, 26 de Maio de 2019
EDUCAÇÃO

Alunos de instituições privadas participam de protesto contra corte de verbas da Ufam

Universitários do Uninorte, da Fametro e da Martha Falcão marcaram presença em ato que iniciou hoje em frente à Universidade Federal do Amazonas. Novo protesto ocorre na tarde de hoje na Praça da Saudade



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Foto: Divulgação
15/05/2019 às 13:40

Alunos das instituições privadas Uninorte, Fametro e Martha Falcão apoiam a greve geral da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), que ocorre às 15h de hoje na Praça da Saudade, localizada no Centro da cidade.

Pela manhã, um grupo de universitários também participou do movimento que ocorreu em frente ao campus universitário das 7h às 10h.

Lucas Pinheiro Bastos, 22, que é presidente da União Estadual dos Estudantes (UEE) e estudante do 7º período de pedagogia na Uninorte, explica que a adesão das universidades privadas é importante em decorrência a um movimento que existe do governo federal para privatizar as universidades públicas e com isto colocar um fim em projetos como Prouni e Fies, que possibilitam a entrada de pessoas de baixa renda às universidades particulares.

“Se isto se constituir, significará a extinção do ingresso dos estudantes às universidades privadas por conta da falta de recursos, por conta disto a importância de unir forças com o movimento das federais”, afirmou o estudante.

Jornalista formada pela Uninorte, Ann Kath, de 27 anos, afirma que os ataques do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à educação é uma responsabilidade de toda sociedade, pois coloca em risco o futuro da educação do país.

“É mais do que nossa obrigação irmos às ruas para unir forças e lutar contra os ataques deste governo que já se mostrou ser contra a educação, contra as universidades federais e coloca em risco projetos importantes como o Prouni e o Fies, essenciais para a inclusão da educação em nosso país”, declarou a comunicadora.

O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe) informou à reportagem que a adesão dos alunos é independente e não conta com o apoio das universidades Uninorte e Martha Falcão. Já a Fametro que não é associada, informou por meio da assessoria de comunicação que ainda não há confirmação da adesão do centro universitário à greve e que o assunto será discutido numa reunião a ser realizada nesta tarde com o diretor da instituição, Iyab Amado.

Cortes

A manifestação que ocorre em todas as universidades federais do país é contra o anúncio do congelamento de 30% das despesas não obrigatórias das universidades federais, que coloca em risco inúmeras pesquisas, sem falar no cancelamento de centenas de bolsas para mestrado e doutorado.

Só na Ufam, o reitor Sylvio Puga, afirmou ao Portal A Crítica, que o Ministério da Educação bloqueou R$ R$ 38.048.452,00 do orçamento da universidade, que atinge principalmente as atividades de custeio da instituição de ensino como o pagamento de água, luz, telefone, empresas e funcionários terceirizados.

Puga ainda explicou que, se até o final do primeiro semestre deste ano esses recursos não forem desbloqueados, o tradicional Programa de Iniciação Científica (PIBIC), com a concessão de bolsas para os pesquisadores universitários, por exemplo, deverá ser suspenso. O pagamento de professores e servidores da Ufam não foi atingido pela medida.

O reitor ainda ressaltou que o bloqueio de R$ 38 milhões não representa 30% do orçamento geral da universidade deste ano, que conta com R$ 720 milhões. Em decorrência disso, ele explica que, se até os próximos dois meses o bloqueio continuar, a previsão é que até o fim do semestre letivo possa haver um remanejamento dos recursos para outras ações, para que o impacto do bloqueio seja o menor possível.

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Repórter do Caderno A do Jornal A Crítica

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