Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
Manaus

Alunos de medicina denunciam ausência de professores em universidade em Manaus

De acordo com os alunos, dos cinco professores que ministram a matéria de ‘Urgência e Emergência’, dois deles estão sem dar aula há mais de um mês



1.jpg Os alunos fizeram uma pequena manifestação nesta sexta-feira no prédio da universidade
23/11/2012 às 21:59

Mais de 50 alunos do 8º período da faculdade de medicina da Universidade Nilton Lins (Uninilton Lins), localizada na rua Marquês Monte Alegre, Parque das Laranjeiras, Zona Centro-Sul de Manaus, denunciaram a instituição de ensino no Ministério Público Estadual (MPE-AM) por estarem sem aula há mais de um mês em uma disciplina.

De acordo com os alunos, dos cinco professores que ministram a matéria de ‘Urgência e Emergência’, dois deles estão sem dar aula. Esta matéria, segundo eles, é crucial para o internato, a próxima etapa do curso, onde eles colocarão em prática tudo que aprenderam.

“Depois de várias tentativas e conversas, entramos com a denúncia, já que para a área médica é muito importante estas aulas. Mesmo não tendo essas aulas, nós estamos pagando por mês quase R$ 7 mil só de mensalidade”, reclamou um dos alunos que não quis ser identificado. Segundo o aluno, “as aulas práticas são realizadas em bonecos. Não temos contato com o paciente”, frisou.

Outra constante reclamação, mesmo não tendo vínculos com a disciplina, é sobre as portas fechadas do Hospital UniNilton. Segundo os alunos, os estudantes não estão tendo aulas práticas devido ao fechamento do hospital. “Os professores não estão fazendo esforços neste sentido e nós não recebemos nenhuma informação sobre o motivo. Disseram que era por causa da reforma, mas não estamos vendo nada disso”, protestou uma aluna que também não quis se identificar.

Os alunos fizeram uma pequena manifestação nesta sexta-feira no prédio da universidade. Durante reunião, eles apontaram que a solução encontrada pelo corpo docente seria a realização de aulas nas segundas e quintas-feiras, no período da noite, além da realização de provões para completar a disciplina. “A sugestão que estão apresentando, ficaria muito cansativo. Não aceitamos esta proposta”, disse um dos alunos.

Instituição

O pró-reitor de ensino e graduação, professor Vitangelo Plantamuro, assegurou que com o remanejamento de calendário e todo o programa acadêmico será cumprido, sem que haja nenhum déficit no ensino.

Para a vice-reitora, Carla Pedrosa, há condições de terminar o semestre, já que apenas dois dos cinco professores estão viajando. “Os outros três professores são plenamente qualificados para ministrarem as aulas”, disse, afirmando que as aulas práticas acontecem sempre. “Temos o equipamento necessário. Eles realizam aulas práticas em bonecos. Temos, inclusive, um manequim que simula AVC. Outras aulas acontecem em leitos de hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde. É uma obrigação legal com o SUS, além de formá-los também para a rede pública de saúde”, destacou.

A vice-reitora afirmou desconhecer sobre a denúncia no Ministério Público. “Não recebemos nenhuma informação sobre o assunto”, disse e garantiu que o Hospital continua funcionando.

A reportagem do acritica.com esteve no local por volta das 18h desta sexta-feira (23) e verificou que o hospital estava com as portas fechadas.


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