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Manaus
RECONHECIMENTO

Alunos do Colégio Militar de Manaus são premiados em conferência na Escócia

Adolescentes do 8º ano do Ensino Fundamental desenvolveram dispositivo com hologramas capaz de dar mais dinâmica às atividades em aulas 09/09/2018 às 08:41
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Izabel Guedes Manaus

Melhorar o aprendizado através da tecnologia. Foi com esse foco que Juliano Portela e Bhavika Ranchandani, ambos de 14 anos, idealizaram o projeto “Up Glass - Redefinindo o Caminho da Aprendizagem”. Os alunos do 8º ano do Colégio Militar de Manaus (CMM) receberam o prêmio de melhor apresentação com o projeto na 7ª Conferência Internacional de Tecnologia do Conhecimento e da Educação (7th International Conference on Knowledge and Education Technology), que aconteceu na Escócia, no final do mês passado.

Pela iniciativa eles foram recentemente convidados a participar da 11ª Conferência Internacional de Educação, Pesquisa e Inovação, que será realizada em Sevilha, na Espanha, em novembro deste ano.

O projeto, pensado para criar uma espécie de óculos de realidade virtual, foi   programado para ajudar estudantes no processo de aprendizado durante apresentações com a necessidade do uso tecnológico, como slides. Trata-se de um dispositivo  conectado  em um óculos que reflete um holograma com animações, slides, como se fosse um óculos 3D. A ideia é que o protótipo tenha um custo bem menor do que outros  que já existem no mercado.  

“A experiência no congresso foi única e surreal, porque eu nunca pensei que com 14 anos eu poderia representar o meu País e minha escola em um evento internacional apresentando  um projeto que eu e meu melhor amigo fizemos. Nós tivemos essa ideia porque vimos que a educação está se modernizando em outros lugares, mas no Brasil isso ainda não está acontecendo”, comentou  a estudante Bavika Ranchandani.

De acordo com ela, a intenção é ajudar outros alunos para despertarem mais interesse pelo ensino através da modernização. “Então criamos esse projeto, que é um óculos em holograma com baixo custo. E todas as escolas vão poder comprar e proporcionar aos seus alunos”, explicou ela.

Durante um ano, Bhavika  e Juliano desenvolveram o software e a parte elétrica do equipamento. Com o apoio do Colégio Militar e do  Instituto Brasil Estados Unidos (IBEU) conseguiram concluir o protótipo e viajar para o evento internacional.   “Para mim a sensação de apresentar um projeto fora foi muito gratificante. Queria representar o colégio fora, então, foi uma sensação muito boa de poder fazer isso pelo País, pela escola”, contou Juliano Portela. 

Alunos acima da média, diz professora

Os alunos contam que quando tiveram a ideia, levaram a iniciativa para a escola e tiveram total apoio do CMM e orientação da professora e  tenente Adrienne Nascimento.  Ela afirmou que  a parte de projeto e pesquisa partiu muito da iniciativa dos estudantes e ajudou na questão acadêmica e científica, para elaborar o projeto escrito. “Eu ajudei  no processo para  transformar tudo em texto e em como isso seria traduzido para ser apresentado. Eles também tiveram a ajuda de um engenheiro do IBEU, amigo deles, e eu acompanhei algumas vezes esse processo. Eles são alunos muito acima da média, além de inteligentes, eles são maduros e têm iniciativa, responsabilidade, determinação e sabem bem o que querem”, destacou a orientadora.

Fomento à pesquisa, ao ensino e à cidadania

Assim como o “Up Glass - Redefinindo o Caminho da Aprendizagem”, o Colégio Militar de Manaus  tem outras iniciativas que fomentam projetos de cunho internacional, socioeconômico e cidadania preocupados com temáticas sociais. O diretor de ensino do CMM, coronel Mario Anselmo Marszalek, explicou que outros projetos já foram contemplados em premiações internacionais, no ano passado,  e a instituição dentro da sua proposta pedagógica, tem incentivado a pesquisa, o empreendedorismo e a criatividade dos alunos.

“O colégio tem trabalhado nesse sentido. Incentivar a criatividade dos alunos é um complemento à informação. Temos, além das aulas normais, uma série de atividades que visam complementar a formação do aluno. Dentre elas, atividades de incentivo a pesquisa científica e robótica, afirmou.

Ainda segundo o diretor, a partir do momento em que um projeto desse porte é aprovado, as tratativas para dar condições à execução dele é ofertada.  “Nós providenciamos as tratativas no sentido de obter as condições para que eles pudessem viajar e apresentar o projeto. O resultado foi excelente. Era o único projeto brasileiro lá, concorrendo, e se destacou de forma positiva elevando o nome do Colégio  Militar no cenário internacional. Para nós esse destaque é importante, pois a  gente tem incentivado os alunos para que despertem o interesse pela criatividade, para entender e pesquisar. Sem dúvida, isso vai fazer a  diferença na formação deles”, comentou Marszalek .

A 7ª Conferência Internacional sobre Tecnologia do Conhecimento e Educação aconteceu  em Edimburgo, na Escócia (Reino Unido) entre os dias 22 e  24 de agosto deste anos.

O evento é uma conferência anual de pesquisa patrocinada pela Associação Internacional de Ciência da Computação e Tecnologia da Informação, que visa apresentar as mais recentes pesquisas e resultados de cientistas (professores, doutorandos e pós-doc cientistas) relacionados aos tópicos de Tecnologia da Educação e Conhecimento.

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