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Alunos do curso de direito da Esbam fazem manifestação na noite desta quarta-feira (26)

Segundo uma estudante, os professores se recusaram a aplicar provas finais por estarem sem receber pagamentos desde o mês de setembro 26/11/2014 às 20:58
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Os alunos se sentiram prejudicados pela decisão dos professores
Lucas Jardim Manaus (AM)

Alunos do curso de direito da Escola Superior Batista do Amazonas (Esbam) fizeram uma manifestação na unidade 3 da instituição, localizado na avenida Humberto Calderaro Filho, bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus, onde o curso é lecionado, na noite desta quarta-feira (26).

O motivo, segundo eles, é a decisão unilateral dos professores de não aplicarem as provas finais do período aos alunos do turno da noite, alegando, como motivo, o não recebimento de salários.

De acordo com a estudante Jéssica Souza, os professores estariam sem receber desde setembro. "Eles tentaram um acordo com a instituição que, segundo eles, não foi cumprido e eles chegaram hoje simplesmente dizendo que não faríamos prova. Se não fizermos, ou a gente reprova ou a gente ainda vai ser obrigado a pagar uma taxa de R$ 100 para fazer uma prova substituta", explicou ela.

Com a recusa dos professores em aplicar as provas, Jéssica disse que os alunos rumaram para a coordenação do curso e não encontraram ninguém lá. "Era cedo, por volta das 19h, mas a coordenadora não ficou para nos receber, não tinha mais professores, não tinha ninguém, só uma secretária que só tinha ficado para fechar tudo. Ela nos disse que as aulas não tinham previsão para retornar, nem se iriam retornar", contou.

A polícia chegou a ser acionada mas foi embora ao ver que a manifestação era pacífica. "Não houve ocorrência, não estávamos lá pra isso. Só queríamos saber da nossa situação, pois até entendemos o posicionamento dos professores. Ninguém trabalha de graça e eles não estão tendo nem o FGTS depositado, mas estamos prejudicados", queixou-se a estudante. Ela ainda comentou que os alunos do turno chegaram a fazer as provas normalmente.

Procurada por nossa reportagem, a faculdade limitou-se a dizer que a recusa dos professores em aplicar as provas por causa do motivo citado pelos alunos não era verídica.

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