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Alunos do Sólon de Lucena param o trânsito em protesto contra furtos e arrastões na escola

Segundo a 22ª Cicom, os furtos, que costumavam ocorrer nas entradas e saídas de turnos do estabelecimento de ensino, criaram um clima de insegurança que levou os alunos a realizar o ato 12/11/2014 às 01:29
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Cerca de 150 alunos participaram da manifestação
Lucas Jardim Manaus (AM)

Cerca de 150 alunos da Escola Estadual Sólon de Lucena fizeram uma manifestação na frente da escola, localizada na avenida Constantino Nery, bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul de Manaus, em protesto a uma onda de furtos e assaltos ocorridos no local nas trocas de turno.

Segundo o tenente R. Feitoza, da 22ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), os furtos, que costumavam ocorrer nas entradas e saídas de turnos do estabelecimento de ensino, criaram um clima de insegurança geral. Alguns alunos chegaram a dizer que bandidos entravam na escola e realizavam arrastões lá dentro.

Tudo isso gerou uma indignação que impeliu os estudantes a organizar o ato, que começou por volta das 19h e terminou cerca de meia-hora depois, após os policiais militares chegarem e conversarem com os manifestantes. "Mesmo enquanto policiais, achamos que a reivindicação deles é válida. Fomos lá querendo diálogo e eles, no fundo, queriam alguém que os ouvisse. Os membros da guarnição chegaram a conversar com o diretor do colégio e a situação foi resolvida sem incidentes", contou o PM.

Ele ainda mencionou que a abordagem comunicativa dos policiais garantiu que os estudantes parassem rapidamente com o bloqueio da avenida Constantino Nery, algo que planejavam fazer. "Ao dizer que entendíamos como justo o que eles queriam e que iríamos atendê-los, conseguimos convencê-los a pararem de atrapalhar o trânsito, pois isso feriria o direito de outras pessoas, assim como o direito à segurança deles estava sendo ferido", relatou o tenente.

Mais policiamento prometido

Quando perguntado o que mudará depois da manifestação, R. Feitoza respondeu que mais policiamento será posto na área, mas ponderou sobre a questão macro que envolve a segurança pública. "Nosso papel nós fazemos, que é prender. No entanto, muitos dos que prendemos saem rápido, até por serem menores. Dias depois de serem detidos, eles voltam a delinquir. Isso cria um clima de impunidade e é isso que tem de ser mudado para que possamos dar segurança para a população", concluiu.


Confira o vídeo da manifestação: http://bit.ly/1B62t0L

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