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Manaus
ENSINO SUPERIOR

Alunos e professores da Esbam fazem ato após PC revelar esquema de cursos falsos

Comunidade acadêmica realizou um abraço simbólico na sede da instituição em Manaus. Nessa terça-feira (19), quatro pessoas foram presas no esquema que funcionava no interior do Amazonas e no Pará 20/06/2018 às 19:18
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Foto: Márcio Silva
Vitor Gavirati Manaus (AM)

Alunos, professores e funcionários da Escola Superior Batista do Amazonas (Esbam) realizaram um ato de apoio à instituição no final da tarde desta quarta-feira (20) após a Operação Incautos, da Polícia Civil, revelar um esquema criminoso que oferecia cursos de graduação falsos, sem autorização do Ministério da Educação (MEC), em 13 municípios do interior do Amazonas e em um município do Pará utilizando o nome do estabelecimento.

Quatro pessoas foram presas nessa terça-feira (19) e outras quatro seguem foragidas, incluindo os atuais sócios da Esbam identificados como Amós Alves Santos, 35, e Rubens Pedro de Farias Júnior, 33, que estão sendo procurados pela polícia por descumprimentos contratuais.

Com balões brancos e verdes, cores da Esbam, o grupo realizou um “abraço simbólico” na sede da instituição, localizada na Zona Centro-Sul de Manaus, e cantou o Hino Nacional Brasileiro. A coordenadora de extensão da Esbam, professora Sandra Queiroz, comentou que, antes da Polícia Civil divulgar o esquema, a comunidade acadêmica desconfiava de irregularidades no centro de ensino.

“As coisas eram muito fechadas aqui dentro da instituição, nós não sabíamos que estava acontecendo e começaram a surgir problemas do interior. Alunos do interior começaram a aparecer pela instituição, buscando certificados e a gente começou a ficar sem entender nada. A instituição foi vítima tanto quanto esses alunos do interior, ela foi usada”, afirmou Sandra.

“Essas coisas tiram a credibilidade da Esbam. O trabalho que é feito aqui é um trabalho sério. De uma hora para outra você ver seu poder de chancela sendo utilizado de forma inescrupulosa, isso maltrata. Eles ofertaram cursos que nós não temos, como Educação Física”, completou.

Alunos

Segundo a estudante do 5º período de Direito Adriana Derzi, o ato desta quarta-feira foi uma resposta rápida à divulgação do esquema criminoso.

“Nós recebemos essa notícia com surpresa e também ficamos entristecidos pela nossa instituição estar envolvida nesse escândalo. Resolvemos fazer esse ato em solidariedade à instituição, que nos ajuda e tem nos apoiado no nosso crescimento. Estamos aqui para dizer que os alunos da Esbam se preocupam com sua formação e com o nome de sua instituição”, afirmou.

Adriana afirmou que, com o desenrolar dos fatos, novos atos podem ser programados pela comunidade acadêmica da Esbam. “Nós queremos que nossa instituição tenha credibilidade para que os alunos tenham credibilidade tanto na formação como no mercado profissional”, protestou a estudante.

Aulas continuam

Em nota publicada em seu site, a Esbam afirma que as ações policiais não vão atrapalhar o andamento das aulas da instituição.

“Os fatos que culminaram com a operação policial ocorrida na manhã do dia 19/06/2018, envolvendo membros da administração afastada, e alguns professores, em nada afeta as atividades acadêmicas. Esclarece ainda que a instituição não opera no interior do Amazonas e todos os cursos ministrados em Manaus estão devidamente regularizados perante ao MEC”, diz trecho do comunicado.

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