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Manaus
CONVITE POLÊMICO

Alunos dizem que tiveram autorização de superiores para fazer convite a Bolsonaro

OAB/AM acredita que convite feito dentro da instituição pública resulta na prática de favorecimento do pré-candidato à presidência em 2018 10/08/2017 às 18:19
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Nota afirma que, para os alunos, o deputado é um "amigo da Escola" e "não a uma pessoa política" (Foto: Reprodução/Internet)
Tiago Melo Manaus (AM)

Em resposta ao polêmico convite, feito ao pré-candidato à presidência da República em 2018, Jair Bolsonaro (PSC/RJ), para ser paraninfo em uma festa de formatura, os alunos do 3º ano no Colégio da Polícia Militar Waldocke Fricke de Lyra divulgaram uma nota de esclarecimento afirmando que o deputado é um “amigo da Escola” e “não a uma pessoa política”.

A nota, assinada ontem pela presidente da comissão de formandos e por outros dez integrantes da comissão, sendo três pais e sete alunos, afirma também que os alunos tiveram autorização dos superiores para realizar o convite a Bolsonaro.

“Como a formatura é NOSSA, temos o livre arbítrio de convidar quem nos agrade. Em momento algum, somos ou fomos oprimidos em nossas opiniões. Após a autorização, a única maneira que a Comissão de Formatura encontrou para fazer o convite, de modo que chamasse a atenção do Sr. Jair Bolsonaro, foi através de um vídeo”, disse a comissão em nota.

Para a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB/AM), o convite feito dentro de uma instituição pública resulta na prática de insinuação política e favorecimento de candidato.

Ainda de acordo com a nota dos alunos, a intenção não era favorecer o candidato ou fazer insinuações políticas. “O convite deu-se em atenção, gratidão e carinho, por alguém que um dia elevou a moral dos alunos do 3ºCMPM”, concluiu a comissão de formandos.

Investigação

O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CEDDPH-AM) quer que a Polícia Militar (PM) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) expliquem se permitiram que policiais e alunos fizessem o convite.

O Conselho enviou na segunda-feira (7) um ofício à Seduc e para o comando da PM para saber se é permitido a prática de insinuação política. Representando a OAB-AM no Conselho, o presidente do Conselho, Glenn Wilde Freitas, informou que a PM e a Seduc terão o prazo de cinco dias para responder ao ofício. E adiantou que irá pedir a instauração de um procedimento apuratório para investigar os eventuais responsáveis.

A reportagem entrou em contato com a Seduc nesta tarde, que informou não ter conhecimento algum sobre a nota de esclarecimento enviada pelos alunos. Uma fonte, que preferiu não ser identificada, informou à reportagem que a coordenação do Distrito 7 Seduc foi até a escola para indagar a direção a respeito do vídeo. A reportagem tentou entrar em contato com a direção, mas não obteve resposta.

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