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Manaus
PROPOSTA

Álvaro Dias defende Zona Franca de Manaus, mas ataca renúncias fiscais da União

Senador destacou que, ano passado, União teve renúncia fiscal de R$ 354 bilhões. "É isso que deve se combater, não a Zona Franca de Manaus", sustentou ele, na ALE-AM 21/06/2018 às 12:29 - Atualizado em 21/06/2018 às 12:30
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Larissa Cavalcante Manaus

Em visita à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), o pré-candidato à presidência da República pelo Podemos, o senador Álvaro Dias, defendeu o combate a política de renúncia fiscal estabelecida pelo Governo Federal. Para o parlamentar, os municípios perdem na arrecadação tributária e sobretudo, não há transferência em benefícios para população.

“No ano passado tivemos uma renúncia fiscal de R$354 bilhões, equivalente a 30% da receita líquida do governo. Essa é a renúncia fiscal que deve se combater e não a Zona Franca de Manaus. Aquela renúncia não encontra simulação de transferência para os brasileiros beneficiando setores localizados em prejuízo dos cofres municipais que são pilhados com essa política de desoneração”, declarou o senador durante entrevista à imprensa.

Reportagem do Portal A Crítica mostrou que anualmente, a Zona Franca de Manaus causa uma renúncia de R$ 26 bilhões, ao passo que a renúncia causada pela própria União ultrapassa R$ 282 bilhões, segundo o estudo do  economista Samuel Hanan. Além disso, cabe ressaltar que a “renúncia” causada pelo Amazonas é apenas aparente, uma vez que a ZFM gera 41% da arrecadação federal na Região Norte, segundo dados da Receita Federal.

Álvaro Dias avalia que somente a reforma tributária será a mola propulsora do crescimento econômico do País. “Reforma inteligente, simplificando o modelo e reduzindo a pesada carga tributária. O governo vai arrecadar mais e a população pagar menos impostos.  Assim, promove o desenvolvimento e a geração de emprego”, disse o senador acrescentando que a isenção pode abranger medicamentos e itens da cesta básica. 

Aliados

Indagado em relação a qual partido o Podemos não estar disposto a realizar alianças, o senador afirmou que as siglas PT, PSDB e MDB não integram o arco de alianças nas eleições deste ano. “São grandes partidos que ficam distantes e aliás são os mais rejeitados atualmente, mas conversamos com partidos, cerca de cinco ou seis, que estão dispostos a uma aglutinação em torno de uma candidatura”, adiantou.

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