Domingo, 16 de Junho de 2019
TRABALHO

AM fecha abril com saldo de empregos 11 vezes melhor do que em 2018

Setor de serviços puxou a alta no amazonas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged)



ctps_5809776E-B2EB-4ABC-8937-BB41A1951F98.jpg Foto: Reprodução/Internet
24/05/2019 às 17:43

O Amazonas teve aumento de 1.643 novos empregos no mês de abril, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No mesmo período de 2018, o saldo era negativo, com perda de 233 postos de trabalho. No acúmulo geral de 2019, o saldo é de 2.667 novos empregos. O levantamento do Caged só leva em consideração os empregos formais, que são aqueles registrados na Carteira de Trabalho.

Os setores que mais empregaram foram Serviço, com 633 empregos, Indústria e Transformação, com 561, e Comércio, com 251 novos postos de trabalho. Em todo o Brasil, foram 129.601 novas contratações formais. Em abril do ano passado, o Caged registrou pouco mais de 115 mil novos empregos.

Apesar dos números admissionais positivos, o economista Ailson Rezende ressalta que o crescimento não representa necessariamente melhoria da economia nacional. Ele cita ainda que o setor de duas rodas foi o responsável por puxar os empregos para cima.

 “Com a posse do presidente, teve uma certa dose de otimismo, mas a gente vê que as medidas que o governo está implementando ainda não surtiu efeito na economia. Aqui, na Zona Franca, nós tivemos o segmento de bicicletas que teve uma performance expressiva e também as motocicletas, que voltaram a ser produzidas. Esse dois segmentos agregam muita mão de obra por unidade produzida. O segmento de termoplástico, por exemplo, teve um declínio. Por enquanto, não tem como a gente dizer que é um aquecimento da economia, a perspectiva é de dar uma estagnada”, avalia Rezende.

Setores

Na divisão por ramos de atividade, todos os oito setores pesquisados criaram empregos formais em abril nacionalmente. O campeão foi o setor de serviços, com a abertura de 66.290 postos, seguido pela indústria de transformação, que teve 20.470 postos abertos. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com 14.067 postos.

Todas as regiões brasileiras criaram empregos com carteira assinada em abril. O Sudeste liderou a abertura de vagas, com 81.106 postos, seguido pelo Nordeste, que registrou 15.593 vagas, e pelo Centro-Oeste, com 15.240 vagas, influenciado pela safra. O Sul criou 14.570 postos, e o Norte registrou 3.092 vagas a mais no mês passado.

Na divisão por estados, 23 unidades da Federação geraram empregos e quatro demitiram mais do que contrataram.

As maiores variações positivas no saldo de emprego ocorreram em São Paulo. O Estado teve a abertura de 50.168 postos de empregos, seguido por Minas Gerais, que teve 22.348 novas vagas, pelo Paraná, com 10.653 e da Bahia, que registrou 10.093 empregos novos.

Os estados que registraram o fechamento de vagas formais foram Alagoas, que perdeu 4.692 postos de trabalho, o Rio Grande do Sul, com menos 2.498 vagas, Rio Grande do Norte, com redução de 501 empregos e Pará, que perdeu 25.

Repórter de A Crítica

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