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Manaus
SEM LUCRO

AM perdeu 1.818 trabalhadores da segurança privada em dois anos, aponta estudo

Dados foram apresentados durante o V Estudo do Setor a Segurança Privada nesta quinta-feira (22). Amazonas acumula 37,3% do total de perdas da Região Norte 22/06/2017 às 15:57
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Autoridades afirmam que setor não obtém lucro com o aumento da violência (Foto: Reprodução)
acrítica.com Manaus (AM)

O V Estudo do Setor da Segurança Privada (ESSEG) apresentado na manhã desta quinta-feira (22) no Encontro Nacional das Empresas de Segurança Privada do Amazonas, aponta que, nos últimos dois anos, o Amazonas perdeu 1.818 trabalhadores, acumulando 37,3% do total de perdas na Região Norte.

Na abertura do evento, no Tropical Hotel, Zona Oeste de Manaus, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), Jeferson Nazário, destaca que os dados desmistificam a tese de que a segurança privada lucra com o aumento da violência, fator social enfrentado em todo País, principalmente nos grandes centros.

Ele destaca que atividade de segurança privada, assim como outras categorias econômicas, depende de uma economia forte para crescer. “Se o mito de que a segurança privada cresce com a violência fosse realmente verdadeiro, era de se imaginar que o segmento de segurança privada apresentasse um crescimento exponencial formidável para acompanhar a escalada da violência”, disse.

O presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Amazonas (Sinesp/AM), José Pacheco, destaca a grande perda do segmento no Amazonas, principalmente no Polo Industrial, um dos mais afetados pela crise econômica. “São perdas muito expressivas em relação aos anos anteriores e aguardamos melhoras na economia”, disse.

 Ao todo, em 2016, o Amazonas tinha 36 empresas (18,3% do Norte) e 10.678 trabalhadores (26,7% do Norte).  Na soma dos anos de 2015 e 2016, o segmento perdeu 1.818 vagas de trabalho no segmento de segurança privada (37,3% do Norte).

Dados nacionais

O estudo aponta que ao final de 2016, as 2.561 empresas de segurança privada autorizadas pela Polícia Federal a atuar no Brasil empregavam 598.468 trabalhadores, incluindo vigilantes e profissionais de outras áreas. O número é cerca de 9% menor do que o registrado em 2014. A queda tem um motivo claro: a crise econômica.

O número de vagas que foram perdidas está bem próximo ao valor da queda do PIB, que foi de 7,4% no período (-3,8 em 2015 / -3,4 em 2016). Em meio à retração da economia, muitos contratantes diminuíram os gastos com segurança. Outros fecharam as portas.

Remuneração

Ainda em relação aos trabalhadores, em 2015, a remuneração média era de R$ 1.784,7, o que corresponde a 53,3% a mais que a média salarial em 2011 (R$ 1.164,3). Além disso, quase 70% (68,79%) dos vigilantes têm ensino médio completo ou maior nível de instrução, ou seja, grau de escolaridade bem superior à quarta série exigida pela lei atualmente.

O Estudo do Setor da Segurança Privada (ESSEG) foi produzido pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist). o V ESSEG traz um raio-X completo de uma atividade de extrema importância para o País: complementar a segurança pública, segmento  regulamentado pela Polícia Federal e responsável pela segurança de bancos, comércios, indústrias e prédios públicos, entre outros.

As empresas de transporte de valores, uma das cinco atividades que compõem o segmento, protegem 95% do dinheiro circulante do País. Elas também são responsáveis por abastecer todos os caixas eletrônicos espalhados pelo Brasil.

Faturamento

De acordo com V ESSEG, em 2014 o segmento de segurança privada faturou R$ 33,208 bilhões de reais. Número que corresponde a aproximadamente 0,6% do PIB do país naquele ano. Vale ressaltar que o valor não corresponde ao lucro. Inclui também gastos com salários, impostos, encargos sociais e outros.

Região Norte

A Região Norte tem 197 empresas autorizadas pela Polícia Federal, 7,7% do total do Brasil (2.561). Em 2016, a região tinha 40.007 trabalhadores (6,7% do Brasil). Nos últimos dois anos (2015 e 2016), o Norte também sofreu com a crise econômica. Quase cinco mil vagas (4.876) foram fechadas.

Já o faturamento da região, foi de R$ 1,796 bilhão (5,4% do Brasil) em 2014. Muito do valor se deve à atividade no estado do Amazonas, que sozinho movimentou R$ 606,4 milhões. Nada menos que 33,8% de todo o Norte.

Objetivo da Pesquisa

O objetivo do V ESSEG é fornecer às Instituições e seus representantes (órgãos reguladores, órgãos de fiscalização, sindicatos, diretores e associados), entidades (de classe e sociedade), empresários e ao público em geral informações, sobre o setor de segurança privada do País, que sejam de relevância e que sirvam de referência no debate e entendimento da segurança privada.

A segurança privada abrange as atividades de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada, segurança pessoal e cursos de formação de vigilantes.

Os dados do V ESSEG foram extraídos de fontes como o Ministério do Trabalho, Polícia Federal e IBGE.

Apoio

A produção do V Estudo do Setor da Segurança Privada, principal fonte de informação do segmento, teve o apoio da ABCFAV, Abrevis, ABSEG, ABTV, FENAVAL, Febrac, Macor, SESVESP, Sindesp-GO, Sindesp-PR, Sindesp-MG e Sindesp-PE. 

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