Quinta-feira, 20 de Fevereiro de 2020
SALDO POSITIVO

Amazonas cria 11,1 mil postos de emprego com carteira assinada em 2019

Resultado representa crescimento de 2,5% no saldo de empregos, segundo dados do Caged. Estado ficou na sexta posição na comparação nacional



polo_de_refris_7624B634-1329-4431-B471-4032F1F8A7E2.JPG Foto: Divulgação
24/01/2020 às 17:46

O Amazonas criou 11,1 mil empregos com carteira assinada em 2019, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, divulgado nesta sexta-feira (24). O crescimento do saldo de estoque do ano é de aproximadamente 2,5%  comparado ao registrado em 2018. O levantamento aponta que o Brasil encerrou 2019 com o maior saldo de empregos formais em números absolutos desde 2013.

Em 2019, foram 152.027 admissões e 140.898 demissões no Amazonas. O saldo (diferença entre admissões e demissões) foi de 11.129 empregos. “Nós esperávamos um saldo positivo no ano de 2019 em fundação de que, desde o final de 2018 e início de 2019, estamos em um crescimento contínuo no emprego em todo o país. Nesse período, já conseguimos recuperar com carteiras assinadas a nível nacional em torno de 650 mil novos empregos. O Amazonas, com o saldo de 11 mil novos empregos, foi o 6º estado do Brasil que teve o melhor saldo positivo de empregos“, declarou o superintendente regional do trabalho no Amazonas, Gilvan Motta.



Desde dezembro, Arianny Maciel, de 16 anos, trabalha em uma empresa de  segurança, vigilância e transporte de valores. A estudante do 3º ano do ensino médio disse que o emprego como menor aprendiz representa independência financeira. “Tive dificuldade de conseguir esse emprego de carteira assinada. Enviava o meu currículo e muitas vezes não tive retorno. Quando fui chamada foi muito bom e vejo como a oportunidade de investir em mim e não depender tanto dos meus pais”, contou.

Resultado negativo

No mês de dezembro, segundo Caged, o estado encerrou com o total 8.642 contratações contra 12.599 desligamentos e o saldo negativo de 3.957. No mesmo mês de 2018, o salto também foi negativo, com menos 1.602 empregos. 

“Todos os anos isso acontece no mês de dezembro. É tradicional e acontece a nível nacional. O comércio e a indústria começam a contratar a partir de setembro e vão aumentando as contratações, especialmente, de trabalhadores temporários para atender a demanda das festas de final de ano. Se contrata muito antes e depois das festas acontecem os desligamentos”, explicou o superintendente.

Por setores

O setor de serviços foi o que teve a maior perda na geração de empregos no mês de dezembro no estado, com 3.122 admissões e 4.759 demissões, resultando em um saldo de menos 1.637 postos de trabalho. A indústria também apresentou resultado negativo com 1.374 contratações e 2.820 desligamentos, tendo como saldo negativo 1.473 empregos. Com exceção da administração pública, todos os demais setores apresentaram perdas  no mês de dezembro.

Nacional

O Brasil registrou a criação de 644 mil vagas de emprego formal no ano passado, 21,63% a mais que o registrado em 2018. Segundo o Caged, o estoque de empregos formais chegou a 39 milhões de vínculos. Em 2018, esse número tinha ficado em 38,4 milhões. 

Todos os oitos setores da economia registraram saldo positivo no último ano. O destaque ficou com o setor de serviços, responsável pela geração de 382,5 mil postos. No comércio, foram 145,4 mil novas vagas e na construção civil, 71,1 mil. O menor desempenho foi o da administração pública, com 822 novas vagas.

No recorte geográfico, as cinco regiões fecharam o ano com saldo positivo. O melhor resultado absoluto foi o da Região Sudeste, com a criação de 318,2 mil vagas. Na Região Sul, houve abertura de 143,2 mil postos; no Nordeste, 76,5 mil; no Centro-Oeste, 73,4 mil; e no Norte, 32,5 mil. 

De acordo com o Caged, o saldo foi positivo para todas as unidades da federação, em 2019 e também houve aumento real nos salários. No ano, o salário médio de admissão foi de R$ 1.626,06 e o salário médio de desligamento, de R$ 1.791,97.

Personagem

Após a terceira entrevista de emprego, Adilson Franco Maia, de 30 anos, conseguiu a tão sonhada recolocação no mercado de trabalho no final de 2019. Desde 2012, ele trabalha como técnico de informática e telecomunicações. No ano de 2019, atuou durante seis meses na área da saúde, sem o registro em carteira.  “Fiquei desempregado e durante dois meses fiquei procurando emprego. Em um grupo de emprego, em uma rede social, foi compartilhado uma oferta de vaga na minha área e enviei meu currículo para empresa“, disse.

Diante da escassez de oportunidades na área de T.I, ele buscou empregos em outras áreas como vendas. “Uma das entrevistas foi na área de vendas, porém não tenho experiência. É difícil ter essa experiência por conta do mercado que está sem muitas oportunidades. Se já foi difícil pra mim com um currículo com uma experiência razoável, então para quem não tem está mais difícil ainda“, relatou. 

Ele afirmou que a experiência na área da saúde agregou experiência e valor ao currículo. “Foi uma oportunidade que surgiu, mesmo sem ter a carteira assinada, e eu queria ter no meu currículo a experiência de coordenador para somar a outras áreas”, contou.

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