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Manaus
TRANSMISSÃO

Amazonas é o segundo no ranking da transmissão de HIV/Aids entre jovens

O aumento dos casos se deu em jovens entre 15 e 24 anos e em homens que praticam sexo com homens 17/04/2016 às 07:14 - Atualizado em 17/04/2016 às 07:20
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Segundo o infectologista e consultor do Laboratório Sabin, Marcelo Santos, em 2015, comparado a 2014, houve um crescimento de 70% de resultados de HIV detectados (Antonio Lima)
Náferson Cruz Manaus (AM)

O Amazonas, desde 2006, vem ultrapassando a média nacional de detecção de pessoas infectadas pelo vírus HIV, sendo o segundo no ranking nacional, há dois anos consecutivos, segundo a Coordenação Estadual de DST/Aids, via Boletim Epidemiológico do (MS). Outro motivo de grande preocupação é que em alguns grupos, o HIV/Aids vem crescendo substancialmente, principalmente, entre os  jovens entre 15 e 24 anos e em homens que praticam sexo com homens.

Segundo o infectologista e consultor do Laboratório Sabin, Marcelo Santos, em 2015, comparado a 2014, houve um crescimento de 70% de resultados de HIV detectados, na primeira vez, na faixa etária de 15 a 25 anos, apenas neste laboratório. “A partir desse dado, as ações de prevenção e controle devem ser priorizadas para esses grupos”, comentou.

Ainda, segundo o Boletim Epidemiológico, o Amazonas ocupa o terceiro lugar na taxa de óbitos da região Norte. Em relação às capitais brasileiras, Manaus é a terceira em óbitos. No que se refere à detecção por faixa etária, nas unidades de saúde públicas, as taxas mostram que mais de 55% dos casos estão entre a população mais jovem, de até 34 anos.

 O balanço do ano passado ainda não está fechado, mas, considerando os casos de janeiro a junho de 2015, com janeiro a junho de 2014, houve crescimento de 26,8% entre jovens de 15 a 24 anos; 37,2% nos jovens de 25 a 34 anos; 21,3% nos adultos de 35 a 44 anos; 9,6% nos adultos de 45 a 54 anos; 3,7% nos de 55 a 64 anos e 1% de 65 em diante.

A coordenadora de DST/Aids do Amazonas, Silvana Lima, comenta que o crescimento mais preocupante é realmente o dos jovens na faixa de 15 a 24 anos, pois a curva de crescimento é ascendente nos últimos 10 anos. “O que mais preocupa é que, para um jovem abrir um quadro de HIV/Aids com 15 anos, supõe-se que ele já tem vida sexual antes disso, e que se infectou bem antes, lá pelos 13 ou 14 anos”, informa Silvana.

Com relação ao sexo, os rapazes na faixa de 15 a 24 anos representam 63% dos infectados, enquanto as moças respondem pelos 37% restantes. Sobre a quantidade de óbitos  por HIV no Amazonas, esta não foi informada, mas  acompanha as mesmas taxas de crescimento da doença, ou seja, a grande maioria dos mortos é de pessoas jovens. Isso porque muito descobrem a doença em estágio avançado e não conseguem tratá-la.

Orientação

O  infectologista, Marcelo Santos, destaca que os dados do Boletim Epidemiológico é motivo de grande, em função disso laboratório vem tomando algumas medidas. “Após evidenciada a doença, tomamos medidas preventivas viáveis no contexto de vida a partir do diagnóstico confirmado e orientamos o cliente a procurar um serviço especializado de infectologia para acompanhamento da evolução da infecção, prescrição do tratamento  e explicação dos locais de dispensação da medicação gratuita”, explica.  

Redução da transmissão vertical

O infectologista Marcelo Santos, ressalta que não é que a Aids tenha voltado a assustar,  pois, houve  nítida melhora de alguns indicadores. “Tivemos expressiva redução da transmissão vertical do HIV (da mãe para o bebê) e a mortalidade pelo HIV também diminuiu”.

Acompanhando os dados gerais da doença no Amazonas, os casos de HIV/Aids na faixa de 15 a 24 anos estão mais de 80% concentrados na capital amazonense, que abriga a maior parte da população. Ainda, conforme o Boletim Epidemiológico, na sequência, vem os municípios de Parintins (2,4%), Tabatinga (1,9%), Itacoatiara (1,9%), Tefé (1,5%), Manacapuru (1,3%) e Benjamim Constant (1%). A demais todas estão abaixo disso.

Em números

26% foi o aumento de casos de HIV entre jovens na feita etária de 15 a 24 anos na comparação de janeiro a junho de 2015, com janeiro a junho de 2014, segundo o Boletim Epidemi

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