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Amazonas foi o segundo Estado que mais cresceu no Ranking de Competitividade

Levantamento é do Centro de Liderança Pública (CLP) e aponta solidez fiscal e a eficiência da máquina administrativa como razões para o crescimento 14/09/2018 às 15:33 - Atualizado em 14/09/2018 às 15:43
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A competitividade do Amazonas subiu em 2018, impulsionada pelo avanço da solidez fiscal e a eficiência da máquina administrativa. Dados da 7ª edição do Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit, mostram que o Amazonas subiu cinco posições no ranking, sendo o segundo a apresentar maior evolução, atrás apenas de Alagoas, que subiu oito posições. A melhoria nos indicadores da segurança pública e da sustentabilidade ambiental também contribuiu para o crescimento.

Para calcular a competitividade, são analisados dez pilares: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social. Quanto mais próxima de 100 for a média alcançada, melhor o desempenho. O bom resultado no ranking premia o trabalho primoroso na busca de melhores políticas públicas e de um bom ambiente de negócios para investidores.

O melhor resultado do Amazonas entre os pilares foi o da “Solidez Fiscal”, no qual a média do Estado ficou em 91,6, superando a média brasileira, que foi de 71,2. No ano passado, a média desse pilar foi de 70,5. Com o resultado, o Amazonas subiu oito posições na “Solidez Fiscal”, passando da 11ª para 3ª colocação, com melhorias nos indicadores de sucesso da execução orçamentária (ganhou mais 11 posições), resultado primário (mais sete), solvência fiscal (mais duas) e resultado nominal (mais duas posições).

Para o Governo do Amazonas, a melhoria é resultado sobretudo de medidas adotadas para ajustar as contas públicas, com a redução de despesas, a exemplo da revisão de contratos, que só na área da saúde totaliza economia de mais de R$ 300 milhões, somada ao aumento de receita, com a retomada de investimentos, geração de empregos e movimentação da atividade econômica.

Outro pilar que também subiu foi o da “Eficiência da Máquina”, que ficou este ano em 63,6, muito próximo da média nacional, de 64,1, e acima do registrado em 2017, quando ficou em 60,1. Nesse pilar, composto por seis indicadores, destaca-se a melhoria no indicador “Custo do Executivo”, cujo desempenho bateu recorde de melhor eficiência desde 2015, refletindo o ajuste da máquina administrativa com a redução de despesas.

Outro indicador da Eficiência da Máquina Pública é a “Transparência”, cuja média cresceu de 63,4, no ano passado, para 88,8 este ano, a melhor desde 2015, conforme o estudo.

Segurança pública – Um dos pilares medidos na competitividade dos Estados é a “Segurança Pública”, no qual o Amazonas apresentou melhoria em 2018, alcançando média de 41,5, superando a nota do ano passado, quando ficou em 35,1. Nesse pilar, o Estado subiu duas colocações no ranking, assim como no pilar “Capital Humano”.

De acordo com analistas da Tendências, esse indicador, que mede a capacidade dos Estados de prover o bem estar social, derrubou a competitividade da maioria dos Estados brasileiros, a exemplo do Acre, que caiu oito posições e ficou em último lugar no Ranking de Competitividade dos Estados deste ano. 

O indicador “Sustentabildade Ambiental” também evoluiu no Amazonas, ficando em 68,3 e superando inclusive a média nacional, de 51,6, resultado dos ajustes feitos na gestão ambiental,.  com a redução da burocracia e automatização dos processos.

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