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Amazonas tem a 6ª menor expectativa de vida do País, aponta Tábua de Mortalidade

De acordo com dados do IBGE, a esperança de vida ao nascer, no Amazonas, aumentou 10,5 anos entre 1980 e 2013. O crescimento foi o segundo menor entre os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal, revelou a pesquisa 01/12/2014 às 11:07
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No Amazonas, as mulheres vivem mais: em média 74,7 anos, contra 68 da população masculina
acritica.com Manaus (AM)

O Amazonas tem a sexta menor expectativa de vida entre os Estados brasileiros e o Distrito Federal. O Estado também foi onde a população teve o segundo menor “ganho” de anos de vida, ao longo dos últimos 34 anos, passando de 60,7 anos em 1980 para 71,2 anos, em 2013. Os dados fazem parte da Tábua Completa de Mortalidade do Brasil de 2013, divulgada nesta segunda-feira (01) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com dados do IBGE, a esperança de vida ao nascer, no Amazonas, aumentou 10,5 anos entre 1980 e 2013. O crescimento foi o segundo menor entre os 26 Estados brasileiros e o Distrito Federal, que teve o menor aumento do País: 9,1 anos. Mas, no caso de Distrito Federal e do Rio Grande do Sul, que assim como o Amazonas acresceu 10,5 anos à esperança de vida da população, esse baixo índice se deve à já elevada expectativa de vida nesses dois Estados -  entre as maiores do País.

No Amazonas, as mulheres ainda estão vivendo mais. E foi delas, também, o maior “ganho” na expectativa (11,4 anos). A esperança de vida ao nascer em 1980, para elas, era de 63,3 anos. Em 2013, saltou para 74,7 anos. Ainda assim, o Amazonas é apenas o 23º no ranking de 26 Estados e o Distrito Federal, à frente apenas de Roraima, Rondônia, Maranhão e Piauí. Apenas quatro Estados têm expectativa acima dos 80 anos para a população feminina. Os maiores índices estão em Santa Catarina e no Espírito Santo (81 anos).

Entre os homens, o avanço foi de 9,6 anos, passando de 58,4 em 1980 para 68 em 2013. Atualmente, o Amazonas tem a 7ª menor expectativa de vida para essa parcela da população. Dos 27 pesquisados, 14 Estados têm esperança de vida ao nascer abaixo dos 70 anos, para a população masculina.

Dados Nacionais

Em 2013, a esperança de vida ao nascer no Brasil era de 74,9 anos (74 anos, 10 meses e 24 dias), um incremento de 3 meses e 25 dias em relação a 2012 (74,6 anos). Para a população masculina, o aumento foi de 3 meses e 29 dias, passando de 71,0 anos em 2012 para 71,3 anos em 2013. Já para as mulheres, o ganho foi um pouco menor (3 meses e 14 dias), passando de 78,3 anos para 78,6 anos. A taxa de mortalidade infantil (até 1 ano de idade) em 2013 ficou em 15 para cada mil nascidos vivos e a taxa de mortalidade na infância (até 5 anos de idade), em 17,4 por mil.

A unidade da federação com maior expectativa de vida ao nascer para ambos os sexos, em 2013, foi Santa Catarina, com 78,1 anos. Santa Catarina também foi o estado com maior esperança de vida para os homens (74,7 anos), e para as mulheres (81,4 anos). Juntam-se à Santa Catarina os estados do Espírito Santo, Distrito Federal, São Paulo e Rio Grande do Sul, cujas mulheres ultrapassaram a barreira dos 80 anos. Em relação à mortalidade infantil, a maior taxa foi observada no Maranhão (24,7 por mil nascidos vivos), e a menor em Santa Catarina (10,1 por mil).

A mortalidade na infância também é maior no Maranhão (28,2 por mil) e menor em Santa Catarina (11,8 por mil). A título de comparação, vale destacar que no Japão, para ambos os sexos, a esperança de vida ao nascer é de aproximadamente 83 anos, a mortalidade infantil é de dois óbitos por mil nascidos vivos e a mortalidade na infância é de três por mil.

Entre 2012 e 2013, foram observados aumentos na expectativa de vida em todas as idades, principalmente nas faixas iniciais da distribuição, com ênfase nos menores de 1 ano e com maior intensidade na população masculina

Entre 2012 e 2013, também diminuiu a mortalidade feminina dentro do período fértil (15 a 49 anos). Em 2012, de cada cem mil nascidas vivas, 98.105 iniciariam o período reprodutivo e, destas, 93.568 completariam o período. Já em 2013, de cada cem mil nascidas vivas, 98.176 atingiriam os 15 anos de idade e, destas, 93.743 chegariam aos 50 anos.

A fase adulta (15 a 59 anos) também foi beneficiada com o declínio dos níveis de mortalidade. Em 2012, de mil pessoas que atingiriam os 15 anos, cerca de 848 completariam os 60 anos. Já em 2013, de mil pessoas com 15 anos, 852 atingiriam os 60 anos, isto é, foram poupadas quatro vidas para cada mil pessoas neste intervalo de idade.

Sobremortalidade masculina é maior para os jovens

A maior mortalidade da população masculina em relação à feminina pode ser observada desde o instante do nascimento. A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 16,3 para cada mil nascidos vivos. Para o sexo feminino, este valor foi de 13,7 por mil, uma diferença de 2,6 óbitos. Assim, a mortalidade infantil para os meninos é 1,2 vez maior do que para as meninas.

Entre 1 e 2 anos de idade, este valor passa para 1,3 vez, mantendo-se neste nível até os 9 anos. A partir desta idade, cresce até atingir o valor máximo entre os 22 e 23 anos: um homem de 22 anos tem 4,6 vezes mais chances de não atingir os 23 anos de idade do que uma mulher, e a seguir decresce conforme a idade aumenta.

Expectativa de vida no Brasil cresceu 12,4 anos entre 1980 e 2013

Em 1980, a expectativa de vida ao nascer no Brasil para a população de ambos os sexos era de 62,5 anos, uma diferença de 12,4 anos em relação ao apurado em 2013. Assim, ao longo de 33 anos, a expectativa de vida ao nascer no Brasil incrementou-se anualmente, em média, 4 meses e 13 dias. O ganho observado neste período foi maior para as mulheres (12,9 anos) do que para os homens (11,7 anos). A diferença entre os sexos também vem aumentando no período: em 1980, a diferença entre as expectativas de vida de homens e mulheres era de 6,1 anos a mais para as mulheres, em 2013, foi de 7,3 anos.

A taxa de mortalidade infantil, que em 1980 estava próxima dos 70,0 por mil nascidos vivos, em 2013 foi estimada em 15,0 por mil, representando uma queda de 78,3% nas mortes de menores de 1 ano. O mesmo comportamento foi observado na mortalidade da infância, que demonstrou um declínio de 79,3%, passando de 84,0 por mil em 1980 para 17,4 por mil em 2013.

A mortalidade dos jovens brasileiros (15 a 24 anos) também diminuiu nesses 33 anos, contudo de formas bem diferentes segundo o sexo. Em 1980, de cada mil jovens do sexo masculino que atingissem os 15 anos, aproximadamente 23 não completariam os 25 anos. Em 2013, essa proporção foi de 22 por mil, um declínio de 7,5% no período. Já para as mulheres, o declínio foi de 56,5%: em 1980, de cada mil jovens de 15 anos, aproximadamente 12 não completariam os 25 anos; em 2013, a proporção foi de cinco óbitos para cada mil. Esse fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas violentas na população masculina.

No intervalo de idade dos 25 aos 60 anos, a mortalidade declinou consideravelmente para os dois sexos. Em 1980, para cada mil indivíduos que atingiam os 25 anos, cerca de 236 não atingiriam os 60 anos. Em 2013, a proporção foi de aproximadamente 137 por mil, representando uma queda de 42,2%.

A população brasileira vem envelhecendo rapidamente, tanto em função do declínio da fecundidade quanto da mortalidade. Esta última variável tem influência direta no aumento da longevidade dos brasileiros. Em 1980, de cada mil pessoas que atingiam os 60 anos, 656 não chegariam aos 80 anos. Em 2013, de mil pessoas com 60 anos, 427 não completariam os 80 anos, representando 229 óbitos a menos. A expectativa de vida aos 60 anos, que era de 16,4 anos em 1980, passou para 21,8 anos em 2013, acréscimo 33,0%. Ou seja, em 2013, um brasileiro com 60 anos de idade viveria, em média, até os 81,8 anos, sendo 79,9 anos a média para os homens e 83,5 anos para mulheres.

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