Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
MORTES

Amazonas teve 17 vítimas fatais por choque elétrico ano passado

Segundo dados da Abracopel, o Amazonas registrou 35 acidentes de origem elétrica, sendo que 17 deles com vítimas fatais



1521425_6ED53A04-6655-4F8C-AFC0-0BEFBD076776.JPG (Foto: Arquivo AC)
06/10/2019 às 07:00

ocasionar acidentes e mortes. Segundo dados da Abracopel, o Amazonas registrou 35 acidentes de origem elétrica, sendo que 17 deles com vítimas fatais. Onze delas ocasionadas por choque elétrico, cinco em consequência de descargas atmosféricas e uma por incêndio causado por problemas elétricos. A maioria dos casos registrados na capital do Estado.

“Dentro de um ambiente residencial há vários riscos elétricos que podem causar acidentes, principalmente um choque elétrico e também um incêndio. Isso pode partir principalmente de instalações elétricas mal conservadas, como extensões, fios soltos, caixinhas de tomadas sem tampa, equipamentos que estão ali danificados, apresentando a parte energizada à mostra”, alertou o diretor Abracopel, Edson Martins.



No geral, em todo o País, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica da Abracopel, foram 622 mortes decorrentes de choques elétricos ocorridas em 2018. A maioria delas registradas na região Nordeste.

No caso dos incêndios o anuário mostrou que 61 pessoas morreram em decorrência de 527 sinistros no ano de 2018. Em 2017, o estudo revelou um total de 451 incêndios com 30 mortes registradas em todos os Estados do País, sendo 80% dos casos ocorridos dentro de residências.

Um curto-circuito em um ar condicionado foi o que supostamente causou um incêndio na casa da jovem Cassiane de Oliveira, 35. Ela, que morava no local com os dois filhos, um bebê de seis meses e uma menina de sete anos, perdeu tudo o que tinha em pouco menos de uma hora após sair de casa para comprar comida.

Na casa mista de madeira e alvenaria apenas a parte de concreto ficou inteira. Os móveis, alguns ainda sendo pagos, foram todos destruídos. Hoje ela vive de doações e dorme na casa de amigos e familiares. “Eu cheguei do trabalho, deixei minha bolsa e fui comprar comida. Minhas filhas não estavam comigo. Graças a Deus, senão poderia ter sido pior. Foi muito rápido. Os vizinhos foram me chamar. Por pouco não espalhou para outras casas. Eu perdi tudo o que tinha, agora não tenho mais nada e estou precisando de doações para reconstruir a minha casa e retomar minha vida”, falou emocionada.

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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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