Terça-feira, 15 de Junho de 2021
PLANEJAMENTO

Amazonastur completa 18 anos com foco em turismo de selva, gastronomia e negócios

Pensamento da gestão do órgão estadual para quando acabar a pandemia é apostar na vocação natural do Amazonas para aumentar a chegada de turistas ao Estado



amazonastur_8C600759-352C-4D92-9442-99483423B41E.JPG Foto: Arlesson Sicsú
08/05/2021 às 11:26

Turismo de selva, gastronômico e de negócios. Busca pela qualificação com ênfase nos cuidados e medidas de segurança em saúde e interação com a tecnologia. É com essas vertentes que a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) está preparando o cenário local para a retomada das atividades de turismo, hotelaria e eventos, quando chegar o período pós-pandemia de Coronavírus.

Ao completar 18 anos de criação e gestão da área que é considerada a vocação natural do Amazonas, a empresa estadual está focando todas as suas energias na elaboração de planejamentos estratégicos que garantam o resgate do setor de turismo e que possibilitem ao Amazonas retornar aos patamares atingidos antes da chegada da Covid-19, tanto na capital quanto no interior do estado.

O setor foi um dos primeiros a parar as suas atividades em março de 2020 e sofreu quedas acentuadas por conta das restrições de combate à disseminação da Covid-19. Em 2019 o Amazonas recebeu 625 mil turistas, número considerado bastante animador para o setor que agrega ganhos na rede de serviços de hotelaria, transporte e eventos. Já em 2020, com a descoberta do potencial de disseminação do coronavírus, o setor apresentou queda no número de visitantes que deixaram de conhecer as belezas do Estado. Por conta do agravamento da doença, apenas um total de 330 mil turistas visitaram o Amazonas, que amargou maiores quedas a partir de março, quando foram instituídas as medidas de segurança para frear o avanço da doença, com o processo de isolamento social. O setor parou e as empresas e profissionais que sobrevivem da área ficaram, literalmente, a ver navios.

Mas, com o controle nos números de casos de covid-19 e a reabertura das atividades econômicas, novas perspectivas se abrem para o setor. A ressalva é apenas de ter a necessidade de manter as medidas de proteção contra o  coronavírus.

“A grande expectativa não só de nós Amazonense, mas no Brasil e do mundo inteiro. Esperamos que a vacina, de fato, avance que essa campanha de vacinação ganhe uma fluidez aí, que tenha uma celeridade para que a gente realmente retorne às atividades econômicas. E aí a gente envolve o turismos e eventos. As áreas mais afetadas por conta da pandemia foram essas. O evento, como um todo. O turismo como um todo. Porque são áreas que têm a característica de uma interação entre as pessoas. Foi 1 ano e 4 meses que essas atividades, realmente, sofreram impacto muito severo por conta da pandemia”, disse”, disse o presidente da Amazonastur, Sérgio Litaiff Filho.

Sérgio avalia que o impacto foi brutal sobre o desenvolvimento da atividade turística. “Tivemos impactos na rede hotelaria, bares, restaurantes, a própria malha e de aviação com voos que nós tínhamos vindo para Manaus e os voos que saíam daqui para os demais destinos, como América e para outros países. A gente vinha numa linha de crescimento no Turismo, na recepção de turistas não só internacionais, mas também nacionais em 2019 muito boa, como a expectativa de crescimento. E, tivemos uma mais vertiginosa, partir março de 2020, quando se decreta calamidade pública o estado de emergência no país e, principalmente, aqui no Estado do Amazonas e aí consequentemente, os meses de abril, maio e junho vem nessa queda vertiginosa”, disse

Horizontes

Atualmente, com os casos de covid-19 em estabilidade, a Amazonastur já vislumbra novos horizontes para a retomada do turismo. “Já temos um plano  emergencial de retomada em parceria com a FGV e tem sido aí uma parceira o próprio governador  do Estado do Amazonas que tem tido esse olhar sensível para a retomada de forma gradual”, disse.

Os cuidados com a pandemia ainda serão necessários para retomada segura. “Claro que a gente necessitamos olhar com muito cuidado essa retomada para que a gente consiga implementar os mandamentos que o turismo exige no mundo hoje. Serão exigidas medidas de restrição como uso obrigatório de máscara, higienização das mãos e a exigência um exame de covid para constatar realmente que a pessoa não está contaminada”, disse.

O diretor lembrou que outros países já exigem a testagem de covid. “Na Europa, na América, na Ásia já exigem a comprovação de que você deva ser imunizado ou que você não está acometido do vírus para poder entrar nos países. Por exemplo, Dubai que vive exclusivamente do Turismo, já tem 80% da sua população imunizada. E outros países têm a comprovação de que estão devidamente vacinados ou negativados em relação a Covid”, disse.

O governo do estado tem a expectativa de participar, em outubro e novembro, da Expo Dubai, na abertura da Semana da Amazônia.

Vocação natural

O turismo de selva, aventura, contemplação estão entre as ofertas de atividades turísticas que voltarão a ser ofertadas para os visitantes nacionais e, principalmente, internacionais. “A nossa peculiaridade é o turismo de Selva, de contemplação da natureza. O nosso destino vai voltar a ser uma tendência mundial e local. O nosso grande desafio é, exatamente, estabelecer critérios de recepção e tudo isso vai passar, necessariamente, pelo cumprimento do distanciamento social, o uso obrigatório de máscaras e a exigência de vacinação.  Entendemos que a maioria daqueles turistas que vêm para cá já estarão vacinados. E, agora, o nosso desafio é conseguir, também, priorizar a vacinação do nosso trade, do conjunto de todos os profissionais do turismo, de hotelaria, garçons, camareiras, guias de turismo.

A gente tem que trabalhar nesse sentido para buscar realmente, a priorização da vacinação de profissionais”, disse o presidente avisando que até julho espera alcançar esse feito.

Auxílio Turismo

O auxilio turismo também é uma das alternativas para a ajudar a alavancar a área no Amazonas e ajudar os profissionais da área. Um total de 562 profissionais, do total de 1600 cadastrados no Cadastur estão aptos a receber o auxílio emergencial “ Terão direito os profissionais devidamente cadastrados no Cadastur, que dá o caráter de legalidade para atuação profissional. Eles vão ter direito a esse benefício, inicialmente, de R$ 600, pago em três parcelas de R$ 200. E, aí é possível, dependendo de como a questão da pandemia o Governador encaminhou uma mensagem de permanecia daquele auxílio Estadual enquanto perdurar a Covid-19”, disse.

Turismo de gastronomia e negócios

 Mas, apesar da grande potência do turismo amazonense ser o turismo de selva e pesca esportiva, a Amazonastur está visando o potencial no turismo de gastronomia para reforçar o resgate da área no Amazonas.

“A gente tem no radar a possibilidade de transformar nosso destino com o potencial do turismo de gastronomia, porque a culinária daqui tem sabores espetaculares. A gente tem batido muito nessa tecla. Temos esse exemplo aqui perto, no Peru. Há 10 anos você não tinha o Peru no ranking dos países que têm uma gastronomia atraente, com diversos chefs, Estrela Michelin”, disse o secretário.

Outra opção para atrair a atenção dos visitantes internacionais e brasileiros está no turismo de negócios e de visitação ao Parque Industrial. “Ou talvez um turismo voltado para a nossa produção rural, com a pegada da sustentabilidade. Não podemos falar de turismo no Amazonas sem ter esse alinhamento com a sustentabilidade, com o respeito ao meio ambiente”, lembrou.

Reforço na malha de aviação

Sérgio Litaiff Filho acredita que haverá uma retomada, também de novos voos para destinos com rotas já consolidadas por Manaus. “ Houve uma queda natural em razão da pandemia e dos decretos de restrição contra Covid. Mas, a partir do momento da concretização do leilão dos aeroportos e, a gente teve a grata satisfação de ter a Vince Ariports, que é uma empresa francesa como a ganhadora do lote do Norte, a gente vê com muito bons olhos a expansão da nossa malha de aviação e espera também a possibilidade de alguns voos diretos para a Europa e para a América, aonde a Vince estiver. E ela está em diversos aeroportos da Europa e da América. E teremos, com certeza, investimentos na infraestrutura dos aeroportos aqui de Manaus, de Tefé de Tabatinga, que fazem um corte, na diagonal, de todo o estado do Amazonas passando pela região metropolitana, médio Solimões e alto Solimões. Então, a gente ganha muito com a possibilidade de ter novos voos e retomar aquele status cor de voos que passavam por aqui para ir para o Panamá, Miami, Nova Iorque, Europa. A esperança é que isso fortaleça, também, o nosso turismo local”, disse

Qualificação

Uma outra medida para se preparar para a retomada do turismo local será a qualificação dos profissionais. “ Estamos buscando cursos de qualificação para os profissionais de turismo, para que estejam treinados para a recepção do turista ao cumprimento das medidas de segurança, comunicação com cliente e uso de tecnologia. A tecnologia é uma tendência mundial para todas as atividades econômicas e no turismo não será diferente”, concluiu.

Pós-Pandemia

Sobre os planejamentos para o pós-pandemia, Sérgio Litaif Filho diz que já podemos ver uma tendência para voltar ao normal. “ Nos entendemos que o Estado do Amazonas está voltando a ser um destino seguro e de um turismo que tem uma peculiaridade que atrai muitos estrangeiros. Entendemos que eles vão vir para cá. Temos a possibilidade de retomada da temporada de cruzeiros. Em 2019 tivemos 15 cruzeiros. Em 2020 a temporada foi cancelada, mas nesse ano temos a estimativa é recebermos 26 cruzeiros com seis novos cruzeiros tendo o destino do Amazonas como uma nova parada. Então, entendemos que cumprindo com as regras de distanciamento, uso de máscara, álcool em gel e exigência carteirinha de vacinação, o estado do Amazonas terá um crescimento no turismo e vamos aproveitar essas vocações turísticas para fortalecer a atividade como um todo, buscando outros municípios do interior para serem incluídos no mapa do turismo”, disse.

 Maioridade

 O secretário acredita que ao completar 18 anos, a Amazonastur está em busca de novos desafios. “Estamos olhando para frente esperançosos de tornar o turismo uma nova matriz econômica para nosso estado. Uma tendência de um turismo bem posicionando a níveis nacional e internacional. Potencializando nossas vocações turísticas que temos como Presidente Figueiredo, Maués, Novo Airão”, disse

O novo passo será mapear os potenciais de cada município. “Vamos buscar alinhar ao nosso potencial turístico à tecnologia, a sustentabilidade, cumprimento das medidas de restrição até que tudo volte ao normal. A tendência que vemos é que o estado do Amazonas terá um grande destaque a partir do momento da retomada do turismo local e internacional”, finalizou.




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