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Manaus
IGUALDADE

Amazonense se destaca como única pilota da aviação comercial do Estado

Em um ambiente dominado por homens, Crystheanny Queiroz, 28, conseguiu buscar seu espaço e hoje é pilota da MAP Linhas Aéreas 07/03/2018 às 08:07 - Atualizado em 07/03/2018 às 10:08
Show show pilota.
Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Em um ambiente em que os homens são maioria, uma mulher amazonense tem se destacado na aviação comercial. Crystheanny Queiroz, 28, atualmente pilota da MAP Linhas Aéreas, é a única mulher a pilotar aeronaves comerciais no Amazonas. No Brasil, apenas 5% de todas as novas licenças de piloto são obtidas por mulheres, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Na área comercial, esse percentual é ainda menor: apenas 2%. 

Crystheanny conta que é apaixonada por aviação desde criança e que sempre soube que queria viver nas alturas. Mas para chegar onde está foi necessário uma boa dose de perseverança para vencer os desafios do início da carreira. Ela também foi comissária de bordo. “Estar no comando de uma aeronave é um sonho que foi crescendo ao longo dos anos conforme ia conhecendo melhor a área”, disse ela.

Enquanto atuava como comissária, Crystheanny fazia faculdade de Arquitetura. Ela explicou que chegou um momento em que o desejo de  se tornar pilota falou mais alto e, por isso, decidiu iniciar o curso de aviação. O apoio da família foi primordial. “Concluí a faculdade, mas não exerci. Decidi seguir na área da aviação que eu sabia que teria muitas dificuldades. Minha família nunca pediu que eu desistisse, pelo contrário, sempre me incentivou”, explicou.

Os pais de Crystheanny venderam uma casa para custear os treinamentos da filha. Depois de concluir o curso, que demorou aproximadamente dois anos, Crystheanny precisou encarar mais um desafio: conseguir um emprego na área. “Fiz várias entrevistas antes de conseguir ser chamada para trabalhar”, contou. De acordo com a pilota, viajar pela Amazônia é uma experiência única. 

Sem preconceito

Embora seja uma profissão predominantemente masculina, Crystheanny afirmou que nunca ter sofrido nenhum preconceito ao longo de sua vida profissional. “Pelo fato de ter pouca mulher na área, as pessoas acham isso diferente e gostam”, frisou ela.

Entre os colegas pilotos, Crystheanny ressaltou que o profissionalismo fala mais alto. “A gente segue tanto procedimento técnico e operacional que o gênero é apenas um detalhe”.

A meta de Crystheanny é, em breve, conseguir chegar a cargos mais altos na companhia. “O número de mulheres pilotas ainda é pequeno, principalmente, na área da aviação comercial. Quero ser exemplo para outras mulheres que têm esse sonho, mas que acabam não indo em frente por medo das dificuldades. Não é fácil alcançar os resultados, mas é possível para quem tem determinação”, afirmou.

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