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Manaus
FURACÃO

Amazonenses enfrentam passagem do furacão Irma pela Flórida, nos EUA

Com ventos que ultrapassam os 200 quilômetros por hora, a tempestade causou muita chuva, vendavais, inundações e desabamentos 10/09/2017 às 18:13 - Atualizado em 10/09/2017 às 18:18
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Foto: Reprodução/internet
Vinicius Leal Manaus (AM)

Após arrasar territórios de Cuba, República Dominicana, Bahamas e Haiti, o furacão Irma, a maior tempestade já registrada no Atlântico, chegou neste domingo (10) aos Estados Unidos, na região da península da Flórida, no sudeste do país. Com ventos que ultrapassam os 200 quilômetros por hora, a tempestade causou muita chuva, vendavais, inundações e desabamentos por onde passou.

Amazonenses que moram ou estão em viagem pela Flórida, a região mais atingida dos EUA, contaram à reportagem como vêm enfrentando a passagem do furacão, como o gerente de operações em Logística Arnon Lopes, manauara de 37 anos que mora há três anos com a esposa e a filha de 8 anos na cidade de Weston, a 56 quilômetros de Miami.

“O furacão em si foi um pouco para o oeste, para a costa do Golfo do México, onde estão as cidades de Naples, Fort Myers e Tampa, que devem ser atingidas mais fortemente. Mas como ele (furacão) é muito grande, existe um raio de vendaval e formação de tornados que acaba pegando onde a gente está localizado”, disse.

Além da chuva constante e de pequenos tornados, a região da casa de Arnon também sofre com inundações. “A minha rua está alagada, mas não está entrando em casa. Deve está mais alagado por conta dos galhos e folhas que complicam a vazão nos canais. Estamos recebendo rajadas de vento e constantes alertas de formação de tornados. Às vezes a gente percebe uma rajada mais forte por alguns segundos e aí volta ao normal”, explicou.

Também estão abrigadas na casa a cunhada de Arnon e uma vizinha de 80 anos que mora sozinha. “Ela vive só, e para não ficar sozinha e preocupada ontem ela veio para cá. Graças a Deus estamos numa área privilegiada. Embora minha cidade seja mais preparada, por ter cabeamento elétrico debaixo da terra, boa parte da cidade está sem luz. Aqui até o fogão é elétrico e o almoço foi frio”.

A estudante manauense Suze Victoria, de 15 anos, vive com a irmã mais velha, Karolyne, 31, também no estado da Flórida. As duas se reuniram com um grupo de amigos em uma casa na cidade de Coconut Creek, a 59 quilômetros de Miami, para tentar se proteger durante a passagem do Irma.

Entretanto, a cidade de Coconut também a leste da península da Flórida foi poupada. “Aqui está chovendo muito com muito vento. Não está tendo alagamentos porque não moramos próximo à praia e não tivemos alerta de evacuação. Por enquanto o lado leste da Flórida não está recebendo a catástrofe, já o lado oeste está um pouco complicado”, declarou a jovem.

A manauara Jeane Galves, de 39 anos, que viajou para passar as férias na região da Flórida com o marido e os dois filhos, de 6 e 16 anos, conseguiu se refugiar neste domingo (10) na cidade de Kissimmee, a 349 quilômetros de Miami. Ela chegou ao país norte-americano no início da semana e logo foi surpreendida com o anúncio da chegada do furacão e a correria da população local.

“Não pudemos sair para a rua. Começou a chover aqui, uma chuva fina, porém constante. A partir das 14h ninguém pôde sair de casa. O furacão ainda estava na categoria 4 e se deslocou mais para o oeste”, relatou Jeane.

Desde o anúncio do furacão Irma, a população na Florida esgotou rapidamente alimentos nos supermercados e combustível nos postos. Várias regiões ficaram sem o fornecimento de energia elétrica e sem abastecimento de água. Os voos de partida e chegada àquela região dos Estados Unidos foram cancelados sem previsão de retorno.

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