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Manaus
ELEIÇÕES

Amazonino diz que não vai recorrer à Justiça após vitória de Wilson Lima

Governador afirmou que não terá o chamado "terceiro turno" para tentar barrar o mandado do governador diplomado. "O povo que elegeu, acabou. Tem que respeitar", afirmou 27/12/2018 às 09:14 - Atualizado em 27/12/2018 às 10:55
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Foto: Arquivo/AC
Geizyara Brandão Manaus (AM)

O governador Amazonino Mendes (PDT), durante entrevista concedida a uma rádio local ontem, afirmou que não terá o chamado “terceiro turno” das eleições para tentar barrar o mandado do governador diplomado Wilson Lima (PSC).

“Eu não movi uma palha sequer para o terceiro turno, que eu não suporto essa história. O povo que elegeu, acabou. Tem que respeitar. Eu não contratei advogado e nem quero saber disso. Tem que governar agora, é a vez dele e vai pegar um Estado melhor”, enfatizou Mendes.

O governador destacou que já “sofreu” com o terceiro turno em outros pleitos e que Lima “se sinta à vontade” para governar. “Eu me envergonho de um gesto desses porque eu já sofri isso. Quantas vezes eu sofri, ganhava eleição. O Wilson ganhou eleição fácil. Ele é o meu governador, o teu governador, nosso governador. Ele vai ter que governar”, ressaltou.

Amazonino salientou que o Estado “está bem” e que não houve tempo para realizar planejamento, uma vez que o mandato durou apenas um ano. “Quando nós falávamos em arrumar a máquina, acho que ela está razoavelmente azeitada. Nós não temos mais aqueles vícios, foram contornados, extirpados. As coisas estão andando normalmente. Há muitas obras. O Estado não via obras há anos”, disse.

Questionado sobre os planos para os próximos quatro anos, caso fosse reeleito, o governador destacou o investimento que faria na saúde para o atendimento à população e contou que é “mais difícil reconstruir do que construir”.

“Eu sonhei muito. Recuperar a saúde e voltar ao que era. É uma saúde que o povo teria um atendimento tranquilo, funcionar com tranquilidade, remédio para todo mundo, etc. É possível fazer porque eu já fiz. É um trabalho insano, um trabalho brutal”, afirmou o governador.

Além disso, Amazonino apontou que seria feita uma parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) com as empresas do Distrito Industrial para que fosse “mais apropriada para a nossa realidade”. Também salientou os polos de desenvolvimento do interior do Estado e obras que geraram 26 mil empregos e poderiam alcançar mais de 50 mil postos de trabalho nos próximos anos.

O governador ratificou que não será mais candidato a cargos públicos, mas não deixará de ser político e sobre escrever um livro biográfico, Amazonino revelou que ainda está decidindo, mas não descarta a possibilidade.

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