Publicidade
Manaus
Manaus

Ambulantes desobedecem código de postura e continuam obstruindo calçadas de Manaus

Prefeitura proibiu os ambulantes de ficarem no entorno do Shopping Via Norte. Mas a lei acrescenta escolas, igrejas e hospitais 04/12/2014 às 09:32
Show 1
Na rua 10 de Julho, ao lado do Hospital Beneficente Portuguesa, várias barracas comercializam alimentos há mais de 10 anos
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Vendedores informais instalados a 200 metros de locais públicos como shoppings, igrejas, escolas e hospitais são proibidos pelo Código de Postura do Município. Por esse motivo, a Prefeitura retirou cerca de 60 comerciantes do entorno do Shopping Via Norte, inaugurado na Zona Norte no dia 2 deste mês. A medida foi aplicada, mas o local é apenas um dos meios onde dezenas de pontos a prática é comum, tanto para os vendedores quanto para os pedestres, que desconhecem a lei.

Na rua 10 de Julho, no Centro, mais de dez barracas são montadas todos os dias. Elas não só estão instaladas  a menos de 200 metros como  ficam “coladas” à parede do Hospital Beneficente Portuguesa. Segundo a comerciante Larissa Martins, 19, as vendas iniciam às 7h. “Chegamos aqui de manhãzinha e saímos por volta de 20h15, quando os alunos da Uninorte vão saindo com fome da aula e compram mais”, disse. Ainda segundo Larissa, que divide o trabalho em turnos com outras pessoas, a banca existe no local há dez anos.

Outra comerciante que ocupa a esquina da 10 de Julho com a Joaquim Nabuco é “Maria”, 74, que vende café e sanduíches há pelos menos 15 anos no mesmo ponto. Segundo ela, a sua barraca é cadastrada pela Prefeitura.

“Eu tenho autorização pra ficar aqui, mas eu passo por dificuldades. Aqui não tem banheiro e hoje em dia tem muitas bancas. Só ali pra baixo tem mais nove cafés. A Prefeitura diz que vamos sair daqui em abril e não diz pra onde”, afirma. Ao ser questionada sobre as cadeiras instaladas na calçada, que é proibido segundo o Código de Postura do Município, ela afirmou que é para melhorar o atendimento. “Ninguém gosta de ficar em pé”, brinca.

Higiene

Entre os produtos vendidos nas barracas estão sanduíches, cafés, refrigerantes, salgados e frutas. A estudante Ingryd Vitória, 15, conta que não confia na qualidade da comida. “Algumas barracas saíram no ano passado e voltaram esse ano. Eu não como aqui porque de longe parece gostoso, mas quando paramos pra ver como é feito não dá pra confiar muito”, revelou.

A Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab) retirou ontem dezenas de barracas montadas no entorno do Shopping Via Norte. Na ocasião, o órgão informou que local ocupado pelos ambulantes é proibido para a prática do comércio. Até o fechamento desta edição, a Sempab não havia se pronunciado sobre os outros casos constatados pela reportagem.

Intervenções

A Sempab informou que por meio do Departamento do Comércio Informal (Decin), está finalizando um calendário de intervenções.

"É importante cumprir as convenções e/ou cláusulas dos Termos de Ajuste de Conduta propostos entre PMM, através da SEMC, e os antigos Camelôs (hoje Microempreendedores) a qual propõe a desmobilização do pessoal que ocupava antigamente os espaços públicos em toda a parte e perímetro do centro histórico, para as Galerias ou Shoppings Populares", disse por meio de nota. 


Publicidade
Publicidade