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Ambulantes vendem produtos farmacêuticos, oftalmológicos e odontológicos nas ruas da cidade

Em 4 meses, fiscais apreenderam, por exemplo, 1,5 mil caixas de remédios, que são vendidos sem nenhuma exigência de indicação médica 11/02/2016 às 21:05
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Óculos de grau podem ser adquiridos sem prescrição de um médico oftalmologista na rua
Marcela Moraes Manaus (AM)

Além da venda de produtos falsificados e piratas, as ruas do Centro de Manaus foram tomadas por ambulantes que comercializam, a céu aberto, produtos farmacêuticos, odontológicos, e oftalmológicos.

Os produtos são fáceis de serem encontrados e estão sendo vendidos sem nenhuma exigência de receita ou indicação médica, para quem quer “cuidar da saúde” sozinho, mas escondem riscos a quem os utiliza.

A atividade ambulante não é permitida pela Prefeitura de Manaus, mas vendedores não se sentem intimidados pelos fiscais da Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab) e ocupam as calçadas, principalmente na avenida Eduardo Ribeiro, segurando pequenos expositores com todo tipo de produto.

Os produtos farmacêuticos comercializados por ambulantes prometem “solução rápida” para problemas de saúde, caso de uma solução líquida que promete acabar com rachaduras nos pés e fungos nas unhas.

Da mesma forma, óculos de grau podem ser adquiridos sem prescrição de um médico oftalmologista. “Você diz o que precisa que nós arrumamos o produto para você”, disse um dos ambulantes.

Odontológicos

Com a mesma facilidade com que se compram os produtos farmacêuticos e oftalmológicos, peças de aparelho ortodôntico podem ser adquiridas sem a recomendação de um dentista.

Para garantir a venda, os vendedores chegam a garantir que qualquer pessoa pode usar os aparelhos, que não haverá nenhum problema para ela. “É só para enfeite, você mesmo pode colocar as peças, tenho o material completo, inclusive a cola”, disse outro ambulante, que não quis se identificar.

Ele diz que vende material odontológico completo para quem faz tratamento, que inclui braquetes, arames, ligas e até a cola para fixar o aparelho.

Mesmo com os preços acessíveis, parte da população recrimina o comércio clandestino e ainda prefere pagar um pouco mais caro em nome da garantia de procedência do produto.

É o caso da promotora de vendas Leonor Brandão, 32. “Você não sabe a procedência e a qualidade desse material. As fiscalizações deveriam ser intensificadas, além disso, falta consciência das pessoas em não comprar esse tipo de material. Se existem profissionais habilitados para cuidar da saúde, para não colocar a saúde em  risco, o correto é sempre procurá-los”, afirmou. Mas, a julgar pela vasta oferta nas ruas do Centro, a procura por esses produtos é grande.

Irregulares

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Odontologia do Amazonas (CRO-AM), João Franco, a comercialização dos produtos odontológicos só pode ser realizada em lojas credenciadas e o material só pode ser manipulado por profissional habilitado.

“A venda desse material odontológico é ilegal.  Os mesmos só podem ser vendidos em lojas autorizadas e manipulados por profissionais da área. A compra feitos por leigos e o uso indevido podem causar patologias graves”, alertou Franco.

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