Segunda-feira, 16 de Dezembro de 2019
Caso Wilson Justo

Amigo de advogado morto diz que se sentiu coagido em 1° depoimento em delegacia

O advogado Claudio Dalledone, principal advogado da defesa de Sotero, acusou o psicólogo Alexandre Mascarenhas, amigo e testemunha da vítima Wilson Justo, de perjúrio [falso juramento] no Tribunal do Júri



psic_logo_6AD83FE4-566D-4646-A27B-2C2A3EBFE75C.JPG Foto: Junio Matos
28/11/2019 às 13:42

Em menos de uma hora o psicólogo Alexandre Mascarenhas, amigo de Wilson Justo Filho, morto a tiros por Gustavo Sotero em 2017, respondeu aos questionamentos da defesa do delegado de Polícia Civil. A testemunha afirmou que se sentiu intimidado e coagido no 19° Distrito Integrado de Polícia (DIP), lugar onde prestou o primeiro depoimento sobre o caso.

Ao ser confrontado pela defesa de Sotero, com o depoimento concedido no 19° DIP, Alexandre Mascarenhas não soube afirmar com precisão as próprias palavras alegando que na época do depoimento estava traumatizado com o ocorrido. O advogado Claudio Dalledone, principal advogado da defesa de Sotero, acusou Mascarenhas de perjúrio [falso juramento] no Tribunal do Júri.



"O senhor lembra que nesse depoimento o senhor afirmou que Wilson disse 'ai minha barriga' logo após o disparo?", questionou Dalledone. "Não lembro", respondeu Alexandre. "O senhor lembra que afirmou em depoimento sobre a panturrilha de Fabíola?", indagou o advogado. "Não me recordo", respondeu Alexandre.

Dalledone perguntou à testemunha se tinha alguém para acalmá-lo durante o depoimento no 19° DIP, uma vez que a vítima afirmou se sentir coagida. Alexandre afirmou que estava acompanhado da advogada e na sala estava também Marco Aurélio Choy, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Amazonas (OAB - AM).

Advertência

A assistente de acusação, advogada Catarina Estrela, mais uma vez foi advertida em razão da postura no Tribunal no momento da fala dos advogados de defesa de Sotero. Em bate-boca com o assistente de defesa, advogado Renan Pacheco Canto, a advogada argumentou que a acusação estaria usando um outro documento para interpelar Alexandre.

O juiz Celso de Paula interveio. "Doutora, por favor, quando quiser se manifestar peça a palavra por uma questão de ordem", frisou o juiz. "Mantenha a compostura, por favor, o documento que estou apresentando é verdadeiro", retrucou Dalledone.

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