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Manaus
TRAGÉDIA

Amigos de professora queimada em Tefé fazem protesto em frente de delegacia

Manifestantes alertaram para os casos de violência doméstica e pediram rapidez na condenação de suspeito. Mobilização ocorreu na tarde deste sábado (3) em frente à Delegacia da Mulher, no Parque 10 03/06/2017 às 19:16
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Conhecidos da vítima exibiram cartazes alertando para a violência (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Amigos e conhecidos da professora Maria Lídia França de Lima, 34, morta após ter sido queimada pelo companheiro no município de Tefé (a 524 quilômetros de Manaus), realizaram na tarde deste sábado (3) uma manifestação nos semáforos próximos a Delegacia da Mulher, Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul. A ideia dos manifestantes era chamar atenção da sociedade para a brutalidade da violência doméstica que continua presente na sociedade.

Conforme os dados do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus, que afirmou que somando o caso da professora, neste ano de 2017, totalizam-se 15º casos de feminicídios em todo o estado. “Precisamos dar um basta na violência doméstica em nosso estado. É triste vermos pessoas tão boas perdendo a vida com tanta crueldade. É por isso que estamos realizando esse ato para tentar comover a sociedade”, disse a professora Luciana Barbosa, 32, amiga de Maria Lídia.

Luciana contou que o suspeito de ter cometido o crime, é o namorado da vítima identificado como Joaby Evangelista de Araújo, 29. Ele foi transferido hoje do hospital no qual estava internado em Tefé, para a cadeia pública do município. Segundo a amiga da vítima, o suspeito teve queimaduras nas mãos. “Por enquanto a justiça tem sido feita, mas esperamos que não demore, pois é revoltante saber que ela (Maria Lídia) foi morta por tanta crueldade”, disse.

Os amigos da vítima afirmaram que a professora morava a sós com o filho de 16 anos. Ela namorava a algum tempo com Joaby. Os vizinhos comentaram que as brigas eram constantes entre a vítima e o suspeito, por conta disso, eles não imaginavam a gravidade da última discussão, onde Joaby é suspeito de ter jogado um galão de gasolina na vítima e ateado fogo. Quem encontrou a professora com 90% do corpo queimado, foi o próprio filho de Maria Lídia. Ela foi socorrida e transferida para Manaus, onde ficou internada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, mas não resistiu e veio a falecer na última quinta-feira (1).

Os amigos da professora deixam o seguinte recado para a sociedade: “Violência Doméstica não é acidente”.

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