Quarta-feira, 22 de Janeiro de 2020
SOLIDARIEDADE

Amigos do Papai Noel montam 'fábrica dos sonhos' para crianças ribeirinhas

O trabalho, extremamente minucioso, mobilizou pelo menos 50 voluntários para a organização dos presentes que vão ser entregues na próxima semana em comunidades do Amazonas



amigospapi_9465B4B4-B10B-437D-B14C-53940F070295.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
16/12/2019 às 08:03

Embalagens, carrinhos, bonecas e muito amor. Esses eram os ingredientes principais da linha de produção da “Fábrica de  Sonhos”, organizada ontem pelos “Amigos do Papai Noel”. O trabalho, extremamente minucioso, mobilizou pelo menos 50 voluntários para a organização dos presentes que vão ser entregues na próxima semana. 

Separados por tipo e por localidade de entrega, a organização  do material era feita grupos distintos. Enquanto uns faziam a separação do que era de menino e o que era de menina, outros embrulhavam os brinquedos, doces e até livros. As fitas, nas cores, azul, rosa e verde, eram primordiais para não ter confusão na hora da entrega. A fita verde, por exemplo, identifica que o presente é destinado a crianças menores de um ano. No pacote, mais do que um simples brinquedo, a representatividade de um ato de amor. 

“Essas bonecas fazem parte do projeto ‘Clarinha’. Elas vêm de São Paulo e têm uma história muito linda. Uma moça perdeu a filha e como forma de superação começou a confeccionar as bonecas. Todo ano, ela manda o material para o projeto. Elas são muito lindas e feitas com muito amor.  A moça já veio participar da entrega algumas vezes”, explicou a advogada Ana Claudia Monteiro, que é “amiga do Papai Noel” há mais de 10 anos.

As irmãs Julia e Beatriz Moss, de 16 anos, também encabeçam a lista de voluntários antigos. Elas, que são gêmeas, fazem parte do projeto desde os quatro anos de idade e se dizem felizes em poder colaborar e fazer bem ao próximo. 

“É muito gratificante. A gente vê que muita gente tem condições de dar um presente, ter um Natal com a família, mas muitas crianças não têm as condições que nós temos. É muito legal estar aqui hoje, porque a caridade não é só doar alguma coisa que você tem em casa. É doar seu tempo, sua alegria, e dividir com as pessoas, com muitos que não têm isso”, disse Julia.

Assim como ela, Beatriz falou sobre o engajamento das duas no projeto e como isso é importante para ela. “A gente começou a ser incentivada pela nossa madrinha. Ela trazia a gente. E a gente continuou. É uma coisa boa doar nosso tempo e também ver a felicidade das crianças que não têm as coisas. O sorriso que a gente recebe já basta, é muito gratificante. Eu gosto muito de ter esse sentimento de caridade. Nós, na nossa família, falamos muito sobre a importância que isso tem, doar o seu tempo, não só dar presentes. Pensar que você colocou o carinho e o amor antes mesmo da entrega”, disse a jovem, enquanto embalava vários presentes com a irmã. 

Entregas 

Há mais de 20 anos, os amigos do Papai Noel fazem ações e entregas de brinquedos paras comunidades ribeirinhas e rurais do Estado. No próximo sábado, o grupo vai fazer a primeira entrega de 2019. As ações se estendem até o dia 25, com datas e locais específicos. 

A fundadora do grupo de voluntários,  Denise Kassama, explica que todos os anos, antes da entrega, eles se reúnem para organizar tudo. “O dia para separar os brinquedos e embalar a gente chama de ‘Fábrica de Sonhos’. Para a gente não é só comprar um brinquedo e entregar, a gente quer levar um momento de alegria. Uma festa de Natal para as comunidades que a gente visita. Hoje, estamos aqui desde as sete da manhã e todos, mesmo em um domingo, com muita alegria”. 

Ela explica que o material organizado foi fruto das doações que o grupo recebe todos os anos, mas que ainda aceita doações, caso alguém deseje ajudar. “Quem desejar pode entrar em contato. O grupo está nas redes sociais e as pessoas podem nos encontrar por lá. A cada ano  as doações estão  sendo mais difíceis, devido ao momento de crise que passamos no País. Já teve ano, por exemplo, que a gente arrecadou mais de 20 mil brinquedos, esse ano a gente já ficou feliz por ter conseguido chegar nos  quatro mil. Então, não importa a  quantidade, a gente tem que fazer o melhor que  puder com o que temos. Se vierem mais doações a gente sempre tem comunidades para beneficiar”,  disse.  
 



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Repórter de Cidades
Formada em 2010 pela Uninorte, é pós-graduada em Assessoria de Imprensa e Mídias Digitais pela Faculdade Boas Novas. Repórter de Cidades em A Crítica desde 2018.

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