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Manaus
Duplo homicídio

Amigos são vítimas de duplo homicídio na Zona Sul de Manaus

Os dois homens estavam em frente à nova casa de Joel de Aguiar, uma das vítimas, quando foram atingidos por diversos disparos de arma de fogo 16/08/2013 às 08:29
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As vítimas estavam em frente à casa, quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram vários disparos de arma de fogo
Joelma Muniz Manaus

Joel Monteiro de Aguiar, 25, e Samuel Jairo Januário, 20, não tiveram tempo de degustar a pizza comprada para ser o jantar dessa quinta-feira (15). Eles foram vítimas do duplo homicídio que assustou os moradores da Rua José Chevalier, bairro Morro da Liberdade, Zona Sul de Manaus.

De acordo com informações de familiares que preferiram não se identificar, eles estavam em frente à casa n° 475 A, quando dois homens chegaram em uma motocicleta e efetuaram vários disparos de arma de fogo.

Além das vítimas fatais, estavam no local a esposa de Joel, identificada como Maria do Perpetuo Socorro, o filho do casal de sete anos e Breno Nascimento Souza, que foi atingido de raspão.

A família acabava de realizar a mudança para o novo endereço e tinha convidado Samuel Januário e Breno Souza, para ajudarem com os móveis. Como ‘recompensa’ compraram a pizza e se preparavam para comer em uma mesa improvisada na calçada da casa.

"Não temos idéia de quem possa ter feito isso. Foi tudo muito rápido, meu marido estava de costas para a rua, eu estava de frente para ele, o Samuel estava um pouco mais para dentro da casa, assim como o Breno, meu filho estava brincando entre a gente. Só consegui ver que o passageiro que estava na garupa da moto foi o autor dos disparos", revelou Maria do Perpetuo Socorro, que escapou e livrou o filho da morte ao correr pela via.

Breno Souza foi levado por médicos do Samu ao Pronto Socorro 28 de Agosto e recebeu alta médica ainda nessa quinta-feira.

Conhecidos das vítimas afirmaram que Joel de Aguiar foi o único que já tinha apresentado envolvimento com drogas. A informação foi confirmada por um irmão dele, mas o familiar garantiu que há cerca de seis meses Joel tinha parado de consumir entorpecentes.

Durante a retirada dos corpos foi possível identificar muita comoção dos familiares de Samuel.
 “Ele estava indo para a escola quando foi chamado para ajudar o Joel que é conhecido de muitos aqui pelo bairro. Morreu de graça, infelizmente, não temos dinheiro e não podemos fazer nada", desabafou uma prima de Samuel.

A ocorrência com características de acerto de contas foi atendida por policiais da 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), com a guarnição comandada pelo tenente André. A perícia da Polícia Civil esteve no local, assim como homens do Instituto Médico Legal (IML) que removeram os corpos.


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