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Apenas 36% dos domicílios urbanos do Amazonas possuem saneamento básico

Pesquisa aponta que apenas 816 mil domicílios urbanos, que representa 36% das moradias, possuem saneamento básico no Estado 17/12/2014 às 22:14
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Crianças expostas ao saneamento inadequado na Cidade Alta, no Jorge Teixeira
Redação Manaus (AM)

O Amazonas ainda tem grandes dificuldades na questão do saneamento básico acessível à população. É o que revela os dados divulgados pela Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2014, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a pesquisa, somente 36% dos domicílios urbanos possuíam saneamento adequado, o que representa 816 mil moradias com condições simultâneas de abastecimento de água por rede geral no domicílio ou na propriedade, esgotamento sanitário por rede coletora de esgoto ou fossa séptica ligada à rede coletora de esgoto e lixo coletado direta ou indiretamente.

 Enquanto que 64% (522 mil domicílios) não possuía o acesso ao saneamento básico adequado. Para os domicílios sem acesso ao saneamento adequado 28, 2% não tinham abastecimento d’água; 90, 7% não possuíam esgotamento sanitário e 4, 1% não tinham coleta de lixo.

Crianças sem água

A proporção de crianças de 0 a 14 anos exposta ao saneamento inadequado de seus domicílios é grave na Região Norte. De acordo com o IBGE, no Amazonas, 33,6% dessas crianças viviam em domicílios sem abastecimentos de água de rede geral.

O que significa que elas recebiam uma água sem a devida avaliação de boa para consumo. 72% dessas crianças viviam em lares que não tinham esgotamento sanitário de rede geral ou uma fossa séptica; o que retrata a ausência destes aparelhos urbanos. 22% moravam em casas que não tinham coleta de lixo direta (carro coletor passando na porta) ou indireta (deixando num local apropriado perto de casa). E o caso mais grave é o fato de que 17,1% das crianças dessa faixa etária estavam expostas a todas as formas de saneamento inadequado. O que trás reflexo direto na sua saúde e no seu bem estar.

Frequência ao ensino

A pesquisa expõe ainda que 91% das pessoas que frequentavam o ensino fundamental utilizavam a rede pública de ensino. No ensino médio este percentual era também 91%.

Já no ensino superior, a pesquisa aponta que  somente 27% frequentavam o ensino público, enquanto 73% estudava em faculdade ou universidade particular. Quanto a taxa de ocupação dos jovens amazonenses de 15 a 29 anos era de 50,4%, bem abaixo da média nacional de 57%; também abaixo de Rondônia (58,1%), Pará (52%) e Tocantins (53,2%). O intervalo mais grave ficou para aqueles jovens de 15 a 17, onde somente 18,3% eram ocupados.

Segundo os dados da SIS, entre os jovens de 15 a 29 anos que eram ocupados 21,2% eram sem remuneração e ou ganhavam até um terço do salário mínimo; 0utros 25,5% ganhavam mais de um terço a 1 salário mínimo.

A maioria dos jovens, 38% ganhavam mais de 1 a 2 salários mínimos.

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