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Manaus
TRABALHO

Apenas 1 em cada 4 vagas potenciais para aprendizes é ocupada no Amazonas

Levantamento do Ministério do Trabalho mostra que no 1º semestre de 2018 mais de 8 mil vagas estabelecidas pela cota de aprendizagem profissional não foram preenchidas no Estado 15/08/2018 às 20:41 - Atualizado em 16/08/2018 às 09:01
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Foto: Reprodução/Internet
Vitor Gavirati Manaus (AM)

O Amazonas contratou no primeiro semestre de 2018 apenas 25,96% da quantidade potencial de aprendizes, segundo balanço do Ministério do Trabalho apresentado nesta quarta-feira (15). O levantamento aponta que de 11.299 possíveis aprendizes a serem contratados no Estado apenas 2.933 foram admitidos, ou seja: apenas uma em cada 4 vagas potenciais é ocupada. O potencial é a cota mínima (5%) das empresas que devem cumprir a cota estabelecida na Lei da Aprendizagem Profissional.

Segundo a legislação, todas as empresas de médio e grande porte devem manter adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos na modalidade de aprendiz. Para os aprendizes com deficiência não há limite máximo de idade. As cotas variam de 5% a 15% por estabelecimento, excluídas as funções que não entram para o cálculo da cota de aprendizagem.

Roraima, outro estado da região Norte, foi o que mais admitiu aprendizes em relação ao potencial: 37,79%, que correspondem a 424 empregados das 1.122 vagas possíveis. O Amazonas ocupa a 12ª colocação do ranking.

Entre os estados do Norte, Rondônia (em 4º lugar) também aparece à frente do Amazonas, com a contratação de 30,34% do potencial – 1.561 de 5.145 possíveis. O Amapá é o último colocado do ranking nacional do Ministério do Trabalho com 14,84%.

São Paulo tem maior quantidade de aprendizes

O Brasil contratou 227.626 mil jovens por meio da Lei da Aprendizagem Profissional no primeiro semestre deste ano, segundo o Ministério do Trabalho. São Paulo (65.634 aprendizes), Rio de Janeiro (21.746), Minas Gerais (21.198) foram os estados que mais empregaram aprendizes.

Apesar da alta contratação de aprendizes, dos três estados do Sudeste, apenas o Rio possui uma taxa de admissão maior que a do Amazonas na relação com o potencial de vagas.

No Norte, o Pará, com 4.491 aprendizes é o estado que mais conta com funcionários nessa categoria. O número corresponde a 25,73% das 17.457 vagas potenciais. O Amazonas é o segundo que mais contratou.

Amapá (208), Acre (395) e Roraima (424), todos da região Norte, são os estados brasileiros que menos contrataram aprendizes na primeira metade de 2018.

Avaliação

Segundo a coordenadora-geral de Estágio e Aprendizagem do Ministério do Trabalho, Tatiane Padilha, os dados mostram que o país tem apresentado aumento nas contratações de aprendizes desde a sua criação, mas os números poderiam ser melhores.

“A Aprendizagem Profissional permite aos jovens encontrarem uma primeira oportunidade de trabalho que respeite sua condição de pessoa em desenvolvimento e garanta seus direitos trabalhistas e previdenciários, sem deixar de lhes estimular a continuar os estudos. Ao mesmo tempo, permite às empresas formarem mão de obra qualificada, algo cada vez mais necessário em um cenário econômico em permanente evolução”, destaca Padilha.

Setores e gênero

O Ministério do Trabalho não divulgou dados específicos do Amazonas a respeito dos setores em que ocorreram as contratações, mas aponta que a Indústria da Transformação, com 58.768 admissões, e o comércio, com 57.789 são os que mais contrataram aprendizes no primeiro semestre do ano no Brasil.

As ocupações com mais oportunidades para os jovens foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas.

Do total de aprendizes contratados no primeiro semestre do ano, 118.520 são do sexo masculino (52,07%) e 109.106 do sexo feminino (47,93%). Em apenas três unidades da federação o número de mulheres contratadas superou o de homens: Amapá, Pernambuco e Rio Grande no Norte.

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