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Apesar da promessa de ruas serem pavimentadas, população ainda sofre com 'buraqueira' no Distrito Industrial 1, em Manaus

Prefeitura Municipal realizou serviços emergenciais de tapa buracos no local em meio ao jogo de empurra-empurra para saber quem era responsável pelas obras em Manaus 09/11/2013 às 14:10
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Um trecho da avenida Buriti foi pavimentada e apresenta boas condições. A pista no sentido oposto apresenta buracos de todos os tamanhos
Florêncio Mesquita Manaus, AM

As obras de recapeamento das ruas do Distrito Industrial 1, na Zona Sul da capital, foram paralisadas  enquanto os buracos tomam conta das vias e intensificam os prejuízos aos condutores.

Além de transtornos, os buracos causaram a morte do vigilante Fábio Gomes Arce, no último mês, que teve a cabeça esmagada por uma carreta quando caiu de uma motocicleta ao passar por um buraco, na rua Ministro João Gonçalves de Araújo.

O convênio assinado entre a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) previa a recuperação asfáltica de 33 ruas, num total de 58 quilômetros de intervenção, ao custo de R$ 87.832.923,15.

A obra começou no dia 26 de junho deste ano, um dia depois do Governo do Estado homologar a Construtora Soma Ltda. como vencedora da licitação. Porém, o serviço foi parado quando apenas um trecho da avenida Buriti, no sentido bairro Centro, foi recapeado.

As obras têm prazo de conclusão previsto para 17 junho de 2015. Além da avenida Buriti, todos os outros pontos que deveriam receber a intervenção continuam com buracos crescentes e com as ondulações no asfalto - chamadas popularmente de “mondrongos”.

Os defeitos nas ruas são motivo de constantes reclamações de quem passa diariamente pelo Distrito Industrial. Os condutores que passam pelo início da avenida Buriti, próximo ao Centro Cultural Povos da Amazônia, se deparam com uma placa do Governo do Estado com os dados de prazo e valores da revitalização do sistema viário do Distrito Industrial Marechal Castelo Branco.

Ritmo menor

A Seinfra não informou por que a obra foi paralisada, apesar de questionada. A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) realizou serviços emergenciais de tapa buracos no local em março deste ano, em meio ao jogo de empurra-empurra para saber quem era responsável pelas obras.

A Prefeitura alegava que a responsabilidade era do Estado, que por sua vez dizia que era do Município. Após um longo período de indecisão, o desfecho foi que a Suframa e Seinfra se responsabilizaram e firmaram o convênio que prevê a expansão do Distrito com a recuperação das ruas Tento, Aninga e Miri Miri.

O motorista Rodrigo Alves, 32, temia que o trabalho não fosse concluído. “Dá pra ver o contraste e como ficou diferente o pedaço que foi recapeado na avenida Buriti com o outro lado da avenida. Quando começa, todo mundo tem esperança que a coisa melhore e que, principalmente, seja concluída. Quem passa todo os dias pelo Distrito é que sabe”, disse.

Ritmo lento

A Seinfra utiliza o termo “redução no ritmo das obras” ao invés de paralisação dos trabalhos de pavimentação. Enquanto isso, os motoristas fazem manobras arriscadas, na iminência de acidentes, para desviar dos buracos. Nos últimos dias a situação piorou porque os buracos ficaram cobertos com a água da chuva e os condutores não têm como saber onde as crateras estão. Na maioria dos casos, quem se arrisca a entrar na lâmina d’água cai em um dos buracos que sofrem aumento a cada dia com a associação da chuva e tráfego pesado.

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