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Apesar da sujeira, banhistas amanhecem na Ponta Negra no primeiro dia do ano, em Manaus

Havia muito lixo, mas de acordo com o subsecretário de limpeza pública, José Rebouças, a quantidade foi menor em relação aos anos anteriores. 01/01/2015 às 15:49
Show 1
Algumas famílias até acamparam na praia para ver o sol nascer no 1º dia do ano
Luana Carvalho ---

Apesar da proibição, o Complexo Turístico da Ponta Negra amanheceu cheio de garrafas de vidro. Champanhe, cachaça, vodca, e vinho foram bastante consumidos pelo público que participou do show da virada do ano na praia. Mesmo assim, vários banhistas continuavam no local nesta quinta-feira (1). Algumas famílias até acamparam para ver o sol nascer no 1º dia do ano.

“Eu achei que faltou comunicação em relação ao que era proibido. Quando chegamos não nos deixaram passar com a barraca, mas demos um jeito e conseguimos entrar na praia. Muitas outras famílias também fizeram isso”, contou Milena Gomes, 28, que levou os filhos de 6,11 e 14 anos para assistirem ao show do Skank e acamparem no Réveillon.

Havia muito lixo, mas de acordo com o subsecretário de limpeza pública, José Rebouças, a quantidade foi menor em relação aos anos anteriores. "Tivemos cerca de 40 catadores de cooperativas de reciclagem auxiliando durante a noite toda, então o número de latinhas e garrafas de plástico reduziram bastante", comentou. 

Cerca de 200 funcionários da Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) trabalharam na operação de limpeza da Ponta Negra nesta manhã. Quatro caçambas, uma pá carregadeira e um carro coletor de lixo foram utilizados na operação.

Por volta de 12h, boa parte do complexo já estava limpo. “Sujeira todo ano tem. O povo ainda é mal educado e jogam lixo no chão. Mas no geral, achei o evento um sucesso. Muito bem organizado, víamos policiais o tempo todo e não vi nenhuma briga”, relatou a universitária Camila Ferreira, 27. 


Transporte Público

As filas para embarcar nos ônibus eram imensas durante a manhã. Muitos manauaras preferiram pernoitar na praia. Porém, a demora irritou quem queria ir pra casa.É o caso da estudante Suane Lima, 18, que esperou mais de uma hora pelo ônibus da linha 678.

“Esse é o único ônibus que vai para o Terminal 5 da Zona Leste, então o jeito é esperar. O evento foi muito bom, mas acho que deveriam investir muito mais no transporte público para a população que vem prestigiar”. 


O vendedor ambulante Josiel Rezende, 30, também sofreu para embarcar no ônibus. "Estou esperando porque todos os ônibus que chegam já estão lotados. Não tenho como entrar com minha caixa de isopor e por isso estou até agora na fila aguardando um mais vazio", reclamou.   

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