Publicidade
Manaus
QualiMindu

Aplicativo mostra a qualidade das águas do Igarapé do Mindu em cada trecho

Ferramenta digital que pretende municiar cidadãos e o Poder Público com dados científicos e outras informações 03/09/2018 às 07:41
Show quali6 e6b6c24e c24c 468d 8bac 585e2afe4f03
Criador da plataforma, Elton Alves acredita que é possível despoluir o curso d’água. Foto: Euzivaldo Queiroz
Nelson Brilhante Manaus (AM)

Só falta uma parceria para que a primeira plataforma digital direcionada especificamente às questões envolvendo o Igarapé do Mindu seja lançada na Internet. A ferramenta está em fase de testes e tão logo encontre alguma parceria estará disponibilizada como aplicativo no Google Play Store. 

“No QualiMindu (www.qualimindu.com) você encontra informações, resultados do monitoramento da qualidade da água e a história do igarapé. Só estamos precisando de parceiros para que a gente possa mostrar ao mundo a situação de um dos mais extensos igarapés do Brasil”, disse o idealizador da plataforma, Elton Alves de Souza Filho, Mestre em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos pela Universidade Estadual do Amazonas (UEA), no âmbito do projeto ProfÁgua.

O maior e até por conta disso um dos mais poluídos igaraés foi tema na dissertação da tese de mestrado de Elton, defendida no mês passado. Na verdade a tese não se restringe apenas ao Mindu, mas à situação hídrica de todos os pequenos rios da capital amazonense, sob o título “Diagnóstico da qualidade das águas do igarapé do Mindu e criação de protótipo de aplicativo para disponibilização de dados em Manaus-AM”, o primeiro aplicativo de divulgação de dados sobre a qualidade das águas dos córregos da capital.

O aplicativo foi denominado neste estudo de “QualiMindu” com abreviação de “qualidade” e o nome do igarapé em estudo. Este software foi concebido para dispor os dados de qualidade das águas do igarapé do Mindu e fornecer dados qualitativos do estado atual do córrego para sociedade e gestores de recursos hídricos.

Estes dados foram levantados a partir de avaliação de parâmetros físico-químicos. 
 
A seleção de construção de um website e aplicativo móvel se deu pela grande facilidade e aceitação pelo público de tecnologias móveis e facilidade no acesso a Internet. Nesta etapa de planejamento foi adquirido o domínio www.qualimindu.com e contratado um serviço de hospedagem de sites de nome comercial “Hostgator”.

“Em cada tela buscou-se apresentar, de forma didática e elucidativa as informações sobre as características do Igarapé do Mindu, seja em seu passado ou presente. Estão sendo disponibilizadas informações sobre cada parâmetro físico-químico avaliado e a sua importância para a qualidade das águas buscando o entendimento e a compreensão do usuário final”, ressalta o pesquisador. Os resultados no aplicativo foram dispostos na forma gráfica e também por resultados exatos, ao aproximar o cursor do ponto de cada coluna dos gráficos.

A pesquisa do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos da Universidade do Estado do Amazonas (ProfÁgua/UEA) teve apoio da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

 Ícone do aplicativo “QualiMindu” no smartphone de teste (círculo vermelho) e tela de abertura a direita da figura.

Detalhamento

Na interface do “QualiMindu” foram construídas seis telas para apresentação dos conteúdos sobre a área de estudo, história, objetivos do aplicativo, fotografias do estado atual do Igarapé do Mindu e mapa de localização dos pontos de amostragem. 

 

Tela de carregamento da plataforma

Foram elaboradas 29 telas para a apresentação dos resultados de parâmetros físico-químicos obtidos no campo. Após clicar no ícone do aplicativo no smartphone de teste, a tela de abertura do aplicativo se apresenta, oferecendo as opções posteriores.

 Tela de informação inicial do aplicativo 

Clicando nos botões do canto superior do aplicativo móvel seja no smartphone, ou em navegador de Internet, por meio do endereço http://www.qualimindu.com, é possível, no botão de mapas, obter uma nova tela com visualização nas bandeiras (laranja e amarela) de todos os pontos de amostragem que foram coletados e realizadas análises do Igarapé do Mindu.

 

Mapa de localização dos pontos de amostragem acessado a partir do botão mapas

Os resultados obtidos no período de um ano de análises, com avaliação das águas a cada trimestre de julho de 2017 a julho de 2018, foram dispostos no aplicativo a partir da forma gráfica de colunas. Cada parâmetro físico-químico avaliado foi disponibilizado através de forma gráfica para os usuários.

Ao aproximar o cursor seja com o dedo (smartphone) com tela sensível ao toque, ou no acesso do site por computador desktop, o aplicativo informa o local de amostragem e também o resultado exato da análise.

São medidas in loco as análises de acidez (pH), condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, temperatura da água, nitrogênio amoniacal (amônia), sólidos dissolvidos totais, turbidez, sulfetos e fosfato total.

  

Os resultados no aplicativo foram dispostos na forma gráfica e também por resultados exatos ao aproximar o cursor do ponto de cada coluna do gráfico

Um histórico do curso d'água também compõe a plataforma.

 

 

Poluição

Em abril, reportagem de A Crítica mostrou que dos 22 quilômetros de extensão do igarapé, menos de um oferece água que pode ser consumida por seres humanos. Logo depois da cerca que protege o Parque das Nascentes (são três) está o primeiro de tantos bueiros que ajudam a poluir as águas do igarapé que atravessa mais de dez bairros, já foi balneário e fonte de abastecimento da cidade. 

No trecho que fica próximo à ponte que liga o conjunto Petros à Colônia Japonesa, por exemplo, a análise mostrou que o parâmetro do oxigênio dissolvido (concentração de oxigênio contido na água, sendo essencial para todas as formas de vida aquática), está abaixo do preconizado pela legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Publicidade
Publicidade